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Auto Crítica

Já faz algum tempo que estava preocupado com a minha psique. O debate das situações do nosso dia-a-dia, como Policiais Civis do Estado de São Paulo, exigia que concentrasse todos os meus esforços na lógica para conseguir analisar os fatos com isenção.

Na faculdade de Enfermagem me foi ensinado que quando as emoções são sufocadas, o intelecto é necessariamente prejudicado, pois o corpo cria mecanismos de compensação sobre os quais não temos qualquer controle consciente. E a inconsciência me apavora.

Hoje sou obrigado a agradecer ao Secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Dr. Marzagão, por me "salvar" da loucura.

SEM PALAVRAS
SEM PALAVRAS

Desde que o IMBECIL do PEDRO TOBIAS fez aqueles pronunciamentos absurdos na tribuna da ALESP não conseguia me indignar com qualquer coisa. Cheguei a pensar que tinha perdido a capacidade de fazê-lo. Mas não...graças ao Dr. Marzagão, mui digno SSP/SP, hoje descobri que não se trata de um quadro patológico, mas simplesmente um distúrbio relacionado ao limiar da qualidade dos absurdos que me levam à indignação.

Quando vi, na televisão, o SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO se declarando revoltado pela FALTA DE SEGURANÇA existente (ou pela SEGURANÇA inexistente) no paiol do CENTRO DE TREINAMENTO POLICIAL, usado pelos policiais do Estado de São Paulo, que se situa NO INTERIOR DE UMA EMPRESA PRIVADA, QUE FABRICA MUNIÇÃO QUE, POR UM ACASO, É VENDIDA PARA O ESTADO DE SÃO PAULO, percebi que ainda tenho a capacidade de me indignar.

Pelo menos uma coisa se pode aproveitar do triste episódio: na campanha eleitoral de 2010 os esforços a serem despendidos para ELIMINAR qualquer possibilidade do PSDB continuar se locupletando com o PODER não precisarão ser tão intensos, pois ELES MESMOS CONSEGUEM DEMONSTRAR, A CADA SEGUNDO, E SEM QUALQUER VERGONHA, SUA PRÓPRIA INCAPACIDADE de lidar com aquilo que a NAÇÃO exige do Estado: EDUCAÇÃO, SAÚDE e SEGURANÇA PÚBLICA.

Se por um lado a permanência do Dr. Marzagão no cargo me apavora, por ser Policial Civil e ser Cidadão Paulista, por outro estou torcendo para que o status quo se mantenha até 2010. Trata-se de um ótimo cabo eleitoral, e, desprovido do cargo, perderemos um grande aliado na luta contra o TUCANATO.

Flávio Lapa Claro
Investigador de Polícia
DAS/DEIC
Blog:http://www.investigadordepolicia.blog.br/

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POLÍCIA JUDICIÁRIA EM SÃO PAULO

O G1 publicou, no último dia 14, notícia intitulada Polícia investiga apenas 16% dos delitos cometidos em São Paulo”. São dados estarrecedores.


Segundo a Secretaria da Segurança Pública, “De janeiro a setembro de 2008, foram registrados 110.497 crimes violentos (homicídio, roubo, latrocínio, estupro). No mesmo período, a polícia instaurou 70.635 inquéritos – nem todos relativos a esses crimes”.

A Constituição da República Federativa do Brasil determina, em seu artigo 144, que são incumbências das polícias civis estaduais as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais (exceto as militares), e que cabe às policias militares a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública. A única ressalva quanto ao tipo de infração penal a ser apurada pela polícia civil é a infração penal militar.
Não me consta que exista qualquer norma que diga: crimes violentos devem ser investigados, outros tipos de crimes podem ou não ser investigados. A apuração de TODAS as infrações penais – exceto as militares – é incumbência - leia-se obrigação legal - da Polícia Civil. No período citado pela reportagem, foram registrados 110.497 crimes chamados “violentos”.
Para que possa ser feita uma análise um pouco mais séria do assunto, algumas perguntas devem ser respondidas:
1. Quantos crimes “não violentos” (existe isso?) foram registrados no mesmo período?
2. Qual a estimativa de crimes efetivamente ocorridos mas não registrados?
3. Dos registros efetuados, quantos são de autoria desconhecida?
4. Do total de inquéritos instaurados no período (70.645), quantos foram instaurados por prisão em flagrante e quantos por portaria?
5. Dos inquéritos instaurados por portaria, quantos foram esclarecidos e relatados na unidade policial de origem, sem remessa para delegacia especializada?
As respostas a estas perguntas nos darão a certeza da absoluta incapacidade da Polícia Civil do Estado de São Paulo para cumprir minimamente com as suas obrigações legais. Chegamos a essa situação após uma seqüência – que hoje me parece ininterrupta – de governadores que não fazem idéia do que seja Segurança Pública, ou, pior, tratam deste assunto de acordo com seus preconceitos ou interesses pessoais.
Além da falta de investimento na qualificação do pessoal, salário, condições de trabalho, equipamento, dependências, etc., etc., etc., algumas imbecilidades são dignas de registro:
• A determinação do Fleury para que todas as viaturas da Polícia Civil fossem caracterizadas;
• A extinção do DEIC pelo Covas;
• O esvaziamento total das chefias dos distritos policiais pelos sucessivos governadores;
• A priorização do que é visível pela população ou formadores de opinião em desfavor do que é producente;
• A estagnação da quantidade de cargos existentes nas diversas carreiras policiais civis, apesar do aumento da população.
Poderia passar algumas horas escrevendo aqui, e ainda assim não conseguiria concluir a lista. Por isso, a concluirei com um sonoro e enorme “eticétera”.
O que temos hoje são distritos policiais cujas únicas atribuições são os registros de boletins de ocorrência (só de alguns tipos de ocorrência) e a lavratura de prisões em flagrante; SIG’s, DIG’s, delegacias, divisões e departamentos especializados que não possuem a menor condição de dar conta de todas as investigações, seja por falta de pessoal, de material, de investimento ou de vontade política dos responsáveis por estas unidades.
Em compensação, o que dá votos recebe toda a atenção do governo e da administração. Os chamados grupos de elite da polícia civil, tipo GARRA e GOE; as escoltas de VIP’s; escoltas de autoridades (juizes, inclusive); rondas ostensivas sem qualquer objetivo concreto; e muitos outros tipos de ações que não têm nada a ver com a Polícia Judiciária, mas são visíveis para a população ou para formadores de opinião, consomem uma quantidade imensa de pessoal e recursos, seja usurpando funções da Polícia Militar, fazendo patrulhamento ostensivo fardado, seja puxando o saco das autoridades.
Como se vê, a incapacidade da Polícia Civil de minimamente cumprir com as suas obrigações está diretamente ligada ao trato que o Governo do Estado dá ao assunto. Mas o problema não se restringe ao governador de plantão. Aqueles que deveriam assessorá-lo nesta área – o Secretário da Segurança Pública, o Delegado Geral de Polícia e o Comandante Geral da Polícia Militar – parecem não ter qualquer interesse em mudar o “status quo”. Ou, pior, parecem também não fazer a menor idéia do que seja a Polícia Civil, quais os seus objetivos e como conseguir implementá-los. Se fazem essa idéia, deixam que interesses políticos superem o direito da população à Segurança Pública.
Porque não é possível ser tão obtuso a ponto de se deixar a situação chegar ao ponto em que chegou, tendo interesse e condições para alterá-la, a não ser que os interesses sejam outros. Um outro ponto a ser analisado é a imensa quantidade de crimes cometidos no estado. Falta prevenção. Ou seja, a Polícia Militar também não cumpre com a sua obrigação de forma minimamente satisfatória. Não fosse esse o caso, não aconteceriam tantos crimes.
Não tenho conhecimento suficiente da instituição Polícia Militar do Estado de São Paulo para me aprofundar em qualquer análise dos motivos que tornam a sua atuação inadequada, mas sei que da mesma forma que recursos da Polícia Civil são desviados para executar funções afetas à Polícia Militar, recursos da Polícia Militar são desviados na tentativa de execução de funções afetas à Polícia Civil. Os famosos P2, por exemplo. Querem fazer investigação. Atrapalham o serviço da Polícia Civil. Mas é só o que sei.
Se somarmos a tudo isso a legislação que, na prática, dificulta muito o nosso trabalho, e o fator cultural que os sucessivos governos conseguiram nos impingir: tolerância quase total com os crimes “de menor poder ofensivo” – totalmente o oposto da tolerância zero, de Nova Iorque – e que registrar ou investigar certos tipos de crime não vale a pena, é perda de tempo...está instalado o caos.
Rubem Alves diz que um país melhor se constrói com um sonho e inteligência. Eu digo que um país melhor se constrói com um sonho, inteligência, honestidade, caráter, vontade e sem politicagem barata.
Enviado via email por Flávio Lapa Claro

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VERBA SECRETA

A verba é tão secreta que nós nunca a vemos.

Quando leio uma notícia como a que copiei aqui, me considero o sujeito mais estúpido do mundo… Nunca mais gastarei um centavo com:

- Caixinha para comprar água potável; caixinha para o café e açúcar; manutenção de viatura; caixinha para o tonner da impressora; caixinha para adequar o sistema elétrico da equipe às necessidades reais; caixinha para Internet; uso do meu laptop; uso do meu telefone e do meu nextel; pedágio durante operações em que a viatura não pode ser identificada como oficial; cafezinho para os informantes; ligações a cobrar no meu telefone por motivo de trabalho. Tenho certeza que esqueci muitas coisas.

Também não viajarei mais a serviço, sem que as diárias correspondentes sejam pagas antecipadamente.

As vítimas de seqüestro que me perdoem, mas cansei.


Por Flávio Lapa Claro - Blog da Greve


Disponível em: http://txt.estado.com.br/editorias/2008/12/08/cid-1.93.3.20081208.1.1.xml


Setor burocrático usou verba secreta

Só o Departamento de Administração da polícia gastou R$ 1,07 milhão sem documentos de comprovação

Marcelo Godoy


Setores burocráticos da Polícia Civil, como o Departamento de Administração e Planejamento da Polícia Civil (DAP), receberam e gastaram dinheiro da verba de operações policiais sigilosas por meio de adiantamento de despesas. O gasto nessa modalidade é feito antes de sua comprovação. Como a verba é secreta, dispensa a apresentação de documentos, como nota fiscal, que o comprovem.

Responsável por compras e pelo setor de recursos humanos da polícia, o DAP gastou em operações policiais sigilosas R$ 1,07 milhão de 2002 a 2008. No mesmo período, um órgão operacional, como a Corregedoria da Polícia Civil, que apura em sigilo a corrupção policial, gastou só R$ 660 mil com essas operações. Além do DAP, a Academia da Polícia Civil (R$ 575 mil) também chegou a usar a verba para operações secretas sem nunca ter conduzido um inquérito policial contra o crime organizado ou feito prisão.

A Secretaria da Segurança Pública informou ontem que os gastos são feitos de acordo com a necessidade, que eles são regulares e legais. Professores de Direito Administrativo e de Direito Público da Universidade de São Paulo (USP) Maria Sylvia Zanella Di Pietro e Adilson Dallari criticaram a forma, a quantidade e quem fez os gastos com a verba de operações sigilosas em dinheiro vivo, sacado do banco para pagar despesas adiantadas.

Ontem, o Estado mostrou que durante mais de seis anos a chefia de gabinete da Secretaria da Segurança - unidade gestora 180.101 - gastou R$ 2,26 milhões na gestão de Saulo Abreu (2002-2006) e R$ 479 mil durante a gestão de Ronaldo Marzagão com operações policiais reservadas, valor superior ao usado pelo Departamento de Narcóticos (Denarc) ao do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Os dados são do Sistema de Gerenciamento de Execução Orçamentária (Sigeo) e do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Com a mudança do chefe de gabinete, em março deste ano (saiu Tadeu Sérgio Ponto de Carvalho e entrou João Cláudio Valério), os gastos mensais caíram até 80% e começaram a aparecer no Sigeo sobras da verba em dinheiro sacado por meio de ordens bancárias.

Além do gabinete, as despesas sigilosas com operações policiais são feitas por vários setores da segurança. Eles têm verba específica de operações policiais reservadas. No caso da PM, ela é usada pela Corregedoria e pela 2ª Seção do Estado-Maior (serviço de informações). Na Polícia Civil, cada departamento tem o seu quinhão.

Até a Delegacia-Geral utiliza a verba. A unidade gestora 180.102 (Administração da Delegacia Geral de Polícia) gastou R$ 940 mil, segundo o Sigeo, de janeiro de 2002 a setembro de 2008 dessa verba na forma de adiantamento de despesa. Sem chefiar nenhum setor operacional, as Cadeias Públicas 1, 2, 3 e 4, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, usaram a verba de operações da mesma forma entre 2002 e 2008. Os gastos foram de R$ 560 mil.

Ao contrário dos gastos feitos por meio de cartão, o adiantamento de despesa não permite verificar no Sigeo onde o dinheiro foi gasto. “A ausência de nota se justifica para que a operação secreta não seja rastreada. Mas a confidencialidade do gasto não dispensa a existência de um relatório”, disse o professo de Direito Administrativo da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Floriano Azevedo Marques.

Diante da ausência de notas fiscais ou de qualquer outro papel que demonstrasse a efetiva realização do gasto, gestores desse dinheiro se justificam dizendo que isso ocorre dada a “natureza das despesas”. Na atual gestão, o ex-chefe de gabinete Carvalho fez duas dessas prestações de contas, também assinadas pelo ex-secretário-adjunto Lauro Malheiros Neto.

TCE

“A autorização legal para se prestar contas de forma reservada não significa que não se tenha de ter uma prestação de contas adequada”, disse o professor de Direito Público da USP, Adilson Dallari. As prestações de contas da secretaria foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). No processo 31917/026/08 sobre o gasto de R$ 142 mil no primeiro semestre deste ano do gabinete do secretário ficou registrado que o dinheiro foi gasto como “verba de representação”.

“Já o Doutor Saulo nunca teve verba de representação. Ele pagava o almoço do próprio bolso”, disse Elaine Mansano, ex-assessora especial de Saulo. De fato, o Sigeo não registra gasto com verba de representação na época de Saulo e no primeiro ano de Marzagão. Há, porém, uma discordância entre as informações do Sigeo e do TCE. O gasto de R$ 142 mil do primeiro semestre de 2008 está registrado no Sigeo como verba de operações policiais sigilosas e não como verba de representação. A secretaria não informou se houve remanejamento de verba.

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O Descaso com a Segurança em Sâo Paulo

Por Guina


Estava assistindo o Jornal da Band ontem(12/11) e vi uma reportagem que me causou um certo espanto.

Foi mostrado o triste e caótico quadro em que o PSDB submeteu a segurança pública do estado de São Paulo.

Todos sabem da expolsão que aconteceu na delegacia de Botucatu por um grupo de bandidos nesta semana, no interior do estado.

Pois a reportagem falava sobre o fato do imóvel destruido ser alugado.E que a prefeitura pagava cerca de R$ 150 mil por ano pelo aluguel e manutenção das viaturas.Também que, há várias outras cidades nessa situação.

Aí me aparece o secretário da segurança pública de José Serra, Ronaldo Marzagão dando umas desculpas esfarrapadas e prometendo mudar a situação.

É brincadeira?

São mais de duas décadas que o PSDB (des)governa o estado mais rico do país e agora que eles vão "tomar providências"?

Fiquei perplexo, porém não surpreso, pois a negligência e o descaso com a segurança do povo de São Paulo já virou caraterística dos governos tucanos no estado.

Fazer o quê?

Com uma mídia omissa e calada mantendo o povo desinformado, eles vão ganhando as eleições e fazendo como se tudo estivesse normal.

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Polícia Sucateada:De Quem é a Culpa, José Serra?

"Não dá para entender como o Estado mais rico da federação não tem esse tipo de tecnologia [contra o crime]"

O autor dessa frase indignada é o sociólogo Rodrigo Pimentel, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operação Especiais da Polícia Militar) e um dos roteiristas do filme "Tropa de Elite". A tecnologia a que se refere é uma câmera microscópica digital, que poderia ter sido usada no caso do seqüestro de Santo André.

A declaração de Pimentel foi publicada na Folha de ontem, numa reportagem de Mario César Carvalho. E a reclamação não foi só dele não, mas de outros especialistas:
Uma câmera microscópica digital, acoplada a um fio de fibra óptica, teria revelado para os policiais do Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) que a barricada exigia um outro tipo de invasão. A câmera seria introduzida no apartamento por debaixo da porta. Os 15, 20 segundos que a polícia perdeu com essa barricada podem ter custado a vida de Eloá, segundo o delegado Riad Farhat, chefe do Tigre (Tático Integrado de Grupos de Repressão Especial).

"A falta desse equipamento pode ter sido um erro fatal. Mas o erro é do policial ou do governo que não comprou a câmera?", pergunta Farhat.

O coronel reformado Severo Augusto da Silva Neto, que comandou o policiamento da região metropolitana de Belo Horizonte, endossa a idéia de que tecnologia poderia ter mudado o desfecho do caso.

"Se a polícia tivesse imagens, invadiria o cativeiro quando o Lindemberg [Alves] estivesse o mais afastado possível das reféns", exemplifica o coronel.

Ainda segundo os especialistas, “um sistema simples de câmera pode ter um custo similar ao de um carro de polícia - US$ 15 mil ou cerca de R$ 32 mil”.

O que eles não sabem, nem lhes foi informado pelo repórter (que talvez também não saiba) é que a inexistência da câmera está diretamente ligada a uma decisão do governador de São Paulo, José Serra, de reduzir a zero o investimento em inteligência feito pelo governo paulista em 2008, deixando como dotação orçamentária apenas a verba que vem do governo Lula de R$ 25 milhões, conforme reportagem publicada em 2007 no Jornal da Tarde, do Grupo Estado, e comentado por mim aqui.

Agora, repare o que está escrito no Outro Lado, que existe na reportagem original da Folha:

A Secretaria da Segurança diz que o Gate já comprou microcâmeras para situações de risco, mas não soube informar quantas são (??!!) nem quando elas começarão a ser usadas (??!!).

É piada?

Fonte: Blog do Mello

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PSDB e Segurança Pública:Uma Omissão Histórica

Devido a covardia de José Serra em acusar os sindicatos de estar fazendo uso eleitoral da greve da Polícia Civil, que resultou na vergonhosa guerra entra as duas polícias, vamos relembrar como o PSDB há anos trata a segurança do povo de São Paulo?

Vejam o vídeo e analisem como os governantes tucanos lidam com a segurança no estado:


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Polícia Civil x Polícia Militar:É São Paulo Rumo ao Caos Total

Por Guina

O confronto entre a polícia militar e polícia civil ontem em São Paulo, mostrou que realmente estamos vivendo uma crise de comando sem precedentes.
Foram cenas lamentáveis.Um vexame histórico e que envergonhou o estado no mundo todo.Tiros, bombas, feridos, caos total.
A greve dos civis, que completava um mês, chegou a este ponto devido a intransigência do governador(?) José Serra em negociar com a Polícia Civil.
As reivindicações dos policiais são justas, visto que possuem o pior salário entre as polícias civis do país.
O mais incrível foi ver a cara de pau do governador(?) José Serra colocar a culpa nos sindicatos e insinuar que há partidos políticos por trás da greve.
É brincadeira?
O incompetente governador tucano brinca com a segurança do povo de São Paulo e ao invés de assumir suas responsabilidades coloca a culpa nos outros.
Ué, o cara foi eleito para comandar o estado ou não?
Quer dizer então que, agora tudo que tem acontecido de ruim no estado e na cidade é culpa dos sindicatos e da oposição ao governo de José Serra.
Seguindo o racíocinio do incompetente governador, então:
*o escandaloso caso Alstom, com desvio de dinheiro público para políticos do PSDB é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o buraco no Metrô foi feito pelos sindicatos e pela oposição;
*a morte de 7 pessoas nesse mesmo buraco, foi culpa dos sindicatos e da oposição;
*o caos na saúde e na educação, é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o transporte público que trata os usuários como 'gado' é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o PCC dominando os presídios é culpa dos sindicatos e da oposição...
Enfim, são tantos desmandos cometidos por este governo, e "tudo é culpa dos sindicatos e da oposição!".
Verdadeiramente, José Serra é um incompetente sem limites, pois ao invés de, numa hora dessas mostrar que tem liderança e comando, que se requer de um governador, demonstra fraqueza e covardia ao tentar passar suas responsabilidades à outros.
Um indivíduo desse quer ser presidente do Brasil...
Ora, se não tem capacidade para negociar com trabalhadores um simples aumento de salário, vai saber lidar com questões muito maiores?
Pobre São Paulo:tem um prefeito marionete de um governador fraco, omisso e covarde.
E assim continuamos rumo ao caos total.

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Falhas na investigação do caso Isabella afetam José Serra.

Falhas na perícia (realizada 8 vezes!),não preservação do local do crime e estrelismo de policiais envolvidos na investigação do "Caso Isabella" mostram despreparo da Polícia paulista após 15 anos de governo do PSDB no Estado De São Paulo, e afetam pretensões políticas do governador José Serra.


A impressionante sucessão de erros na investigação do "Caso Isabella", que chocou a população brasileira, mostra fracasso das políticas de segurança do PSDB nos 15 anos que este partido vem governando o Estado De São Paulo.

As trapalhadas na condução da investigação da morte da menina Isabella Nardoni vão desde a não preservação do local do crime pela Polícia Militar (que chegou primeiro ao apartamento de onde a garota foi jogada), passam pela liberação do imóvel para os familiares depois da realização da primeira perícia pela Polícia Civil e chegam a repetição desta perícia por 8 vezes em uma "cena" de crime já totalmente desfigurada.

Mesmo com as pistas deixadas no apartamento pelo casal Nardoni, principal suspeito no caso, as falhas na perícia oriundas da não preservação do local do crime poderão ocasionar a impunidade dos assassinos.

Além disso, o estrelismo de alguns policiais envolvidos na investigação, dizendo que "99% do caso estava esclarecido", ou acusação direta ao pai de Isabella por uma delegada no dia seguinte ao crime, ou mesmo o "vazamento" de informações da investigação para a imprensa quando o caso estava em sigilo de Justiça mostraram o descontrole da cúpula da Segurança Pública paulista sobre quem investigava o crime. Delegados ávidos pelos seus "15 minutos" de fama reforçaram a impressão de que a Polícia estava perdida em relação ao caso durante a maior parte do tempo.

Todos estes fatos demonstrando ineficiência, despreparo e descontrole levam a população a tirar conclusões negativas em relação a política de Segurança Pública implementada pelo PSDB em 15 anos de governo em São Paulo e, principalmente, pelo atual governador José Serra.

Já enfrentando problemas com o retumbante sucesso da administração de Luís Inácio Da Silva, o "Lula" na Presidência Da República, e com as brigas internas do PSDB, e deste com o DEM pelo eleitorado de direita nas grandes cidades do País; José Serra tem nas trapalhadas na investigação do "Caso Isabella" mais um motivo para ver o seu sonho presidencial cada vez mais distante.

Por marcosomag

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