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A EXCEÇÃO À REGRA

Vivi minha infância em uma pequena cidade do interior do Estado. Quando me mudei para a Capital, lá viviam dezenove mil almas – incluindo a área rural. Naquela época tudo era muito diferente.

O Ensino, por exemplo. Só estudava em escola particular quem tomava pau na escola pública. Ou quem era expulso. Porque o ensino público era excelente, e muito bem desenvolvido pelos professores. Os professores eram respeitáveis e respeitados.

Membros importantes da sociedade local. Das diretorias dos Rotary Clubs e Lions Clubs. Os alunos eram levados a sério. Como pessoas em formação, que, se bem orientadas, poderiam trazer grande contribuição para a sociedade local e para a Nação. Rubem Alves diria que aprendi a usar muitas ferramentas, naquela época. E que várias delas foram usadas como chaves para abrir a caixa de brinquedos.

Todas as matérias ensinadas nas escolas que freqüentei, até o terceiro colegial, têm se mostrado de extrema utilidade na minha vida. Menos OSPB – a temida matéria de Organização Social e Política Brasileira. Aliás, tudo referente a essa matéria sempre foi estranho. O professor era o único que, além de respeitável e respeitado, era temido. Matéria do regime militar...

Conseqüentemente, professor idem, segundo a nossa lógica da época. E não tinha nada a ver, o professor era uma pessoa fantástica. Mas além do professor, o que aprendi da matéria também foi exceção. Foram os únicos ensinamentos que se mostraram irreais. Isso ficou muito claro para mim ontem (04/05/2008), durante o Congresso de Comissões convocado de supetão pelo presidente da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP) para a análise dos projetos de lei complementar que tratam das Polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo.

Estudando OSPB me foi ensinado que uma democracia pressupõe a existência de três poderes: O Legislativo, que faz as leis; o Executivo, que faz com que as leis sejam implementadas; e o Judiciário, que julga a aplicação das leis. Que esses três poderes são harmônicos e independentes. Que a Constituição é a lei maior da nação, e a ela estão subordinadas todas as outras leis.

Eu já estava desconfiado que alguma coisa estava errada naquilo que me foi ensinado devido à postura do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que nenhuma iniciativa tomou até o momento para julgar o dissídio coletivo.

Aquele que foi instaurado pelo Tribunal Regional do Trabalho, e suspenso pelo STF – a pedido do Governo do Estado de São Paulo – tendia, segundo nota divulgada pela Procuradoria Regional do Trabalho, à derrota do Governo. Rapidamente o STF suspendeu o julgamento pelo TRT e o remeteu ao TJ. E lá, parece que não chegou. Nenhuma manifestação do Judiciário, até o momento. Quanto ao legislativo...Show de horrores.

Total submissão ao Executivo. Justiça seja feita aos bravos parlamentares da oposição. Bem que tentaram...Mas são tantos os detalhes que mostram claramente a submissão daquela casa ao Executivo Estadual que enumerá-los se torna missão muito cansativa. Cadê a independência dos Poderes?

Fico me perguntando: qual a justificativa para tamanho gasto de dinheiro público na manutenção da ALESP? Não tem lógica...

Se tudo o que vem do Executivo só admite discussão se o Governador autorizar sua base a discutir, jogamos dinheiro fora. Que o Governador faça as leis e as execute. Economizaríamos muito tempo com isso. Dinheiro também. Talvez até o superávit orçamentário aumentasse, e o Governador ficasse ainda mais satisfeito. Taí, patrão...

Uma modesta sugestão. Como é possível a ALESP aprovar legislação tão cheia de erros, de ilegalidades, inconstitucionalidades como essas que ora tramitam em regime de urgência? A única resposta possível que me vem à cabeça é: DITADURA. Não mais militar. Pior que a militar. Porque a militar era escrachada. Assumida. Essa é sub-reptícia. Travestida. Iludem a população. Mentem para a Nação. E a gananciosa imprensa engole tudo que lhes é oferecido, e forma opinião.

Nossas reivindicações não foram minimamente contempladas por esses projetos de lei. Tivessem sido, ainda assim o Governador e a ALESP estariam tripudiando sobre a Constituição – o que não é admissível. A nossa greve deve continuar. Recrudescer.

É este o momento de mostrarmos ao Governador que nossas reivindicações são justas. E por serem justas, delas não abrimos mão. Exigimos o que é nosso por direito. Nada além disso. Mas nada menos que isso.

Abraços a todos E até a vitória final.

Por Flávio Lapa Claro

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O Omisso José Serra e a Segurança de São Paulo

Por Guina

Vejam só até onde vai a omissão e covardia de um governante incomptente.

O descaso com os policias civis de São Paulo está refletindo até em outros estados.

"Quarenta e cinco dias depois de iniciada a greve dos policiais civis em São Paulo, a onda de reivindicações começa a atingir outros estados. Sindicatos de policiais civis de Rio Grande do Sul, Rio, Bahia, Amazonas, Acre, Paraná e Alagoas já ameaçam iniciar movimentos grevistas, caso as demandas da categoria não sejam atendidas." (http://www.vermelho.org.br/base.asp?texto=45929)

Será que José Serra irá culpar os sindicatos também?

Acorda governador!

Já passou da hora de assumir suas responsabilidades e deixar de culpar os outros.

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Polícia Civil x Polícia Militar:É São Paulo Rumo ao Caos Total

Por Guina

O confronto entre a polícia militar e polícia civil ontem em São Paulo, mostrou que realmente estamos vivendo uma crise de comando sem precedentes.
Foram cenas lamentáveis.Um vexame histórico e que envergonhou o estado no mundo todo.Tiros, bombas, feridos, caos total.
A greve dos civis, que completava um mês, chegou a este ponto devido a intransigência do governador(?) José Serra em negociar com a Polícia Civil.
As reivindicações dos policiais são justas, visto que possuem o pior salário entre as polícias civis do país.
O mais incrível foi ver a cara de pau do governador(?) José Serra colocar a culpa nos sindicatos e insinuar que há partidos políticos por trás da greve.
É brincadeira?
O incompetente governador tucano brinca com a segurança do povo de São Paulo e ao invés de assumir suas responsabilidades coloca a culpa nos outros.
Ué, o cara foi eleito para comandar o estado ou não?
Quer dizer então que, agora tudo que tem acontecido de ruim no estado e na cidade é culpa dos sindicatos e da oposição ao governo de José Serra.
Seguindo o racíocinio do incompetente governador, então:
*o escandaloso caso Alstom, com desvio de dinheiro público para políticos do PSDB é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o buraco no Metrô foi feito pelos sindicatos e pela oposição;
*a morte de 7 pessoas nesse mesmo buraco, foi culpa dos sindicatos e da oposição;
*o caos na saúde e na educação, é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o transporte público que trata os usuários como 'gado' é culpa dos sindicatos e da oposição;
*o PCC dominando os presídios é culpa dos sindicatos e da oposição...
Enfim, são tantos desmandos cometidos por este governo, e "tudo é culpa dos sindicatos e da oposição!".
Verdadeiramente, José Serra é um incompetente sem limites, pois ao invés de, numa hora dessas mostrar que tem liderança e comando, que se requer de um governador, demonstra fraqueza e covardia ao tentar passar suas responsabilidades à outros.
Um indivíduo desse quer ser presidente do Brasil...
Ora, se não tem capacidade para negociar com trabalhadores um simples aumento de salário, vai saber lidar com questões muito maiores?
Pobre São Paulo:tem um prefeito marionete de um governador fraco, omisso e covarde.
E assim continuamos rumo ao caos total.

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