Dossiê FHC:E Precisa?

Por Guina

Esta estória (inventada pela Veja, sempre ela...) de que o Governo Lula mandou prepara um dossiê contra FHC, contendo os gastos do cartão corporativo do (des) governo do tucano para pressionar a oposição na CPI da Tapioca é muito engraçada.

O ministro Tarso Genro já desmentiu tal fato e a oposição está dando o maior chilique, ameaçando até abandonar a CPI da Tapioca.

Ora, ora. Se há ou não há dossiê não importa.

A verdade é que ninguém precisa de dossiê para saber o óbvio: No (des) governo FHC, se fosse mesmo investigado os 8 anos a fundo não ia sobrar ninguém.

Um governo como o de FHC, atolado em escândalos diversos não precisa perder tempo com dossiê.

Basta lembrar alguns dos casos mais graves:

(*)
"- Sivam: Logo no início da gestão de FHC, denúncias de corrupção e
tráfico de influências no contrato de US$ 1,4 bilhão para a criação do
Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) derrubaram um ministro e
dois assessores presidenciais. Mas a CPI instalada no Congresso, após
intensa pressão, foi esvaziada pelos aliados do governo e resultou
apenas num relatório com informações requentadas ao Ministério
Público.


- Pasta Rosa: Pouco depois, em agosto de 1995, eclodiu a crise dos
bancos Econômico (BA), Mercantil (PE) e Comercial (SP). Através do
Programa de Estímulo à Reestruturação do Sistema Financeiro (Proer),
FHC beneficiou com R$ 9,6 bilhões o Banco Econômico numa jogada
política para favorecer o seu aliado ACM. A CPI instalada não durou cinco
meses, justificou o “socorro” aos bancos quebrados e nem sequer
averiguou o conteúdo de uma pasta rosa, que trazia o nome de 25
deputados subornados pelo Econômico.


- Precatórios: Em novembro de 1996 veio à tona a falcatrua no
pagamento de títulos no Departamento de Estradas de Rodagem (Dner).
Os beneficiados pela fraude pagavam 25% do valor destes precatórios
para a quadrilha que comandava o esquema, resultando num prejuízo à
União de quase R$ 3 bilhões. A sujeira resultou na extinção do órgão,
mas os aliados de FHC impediram a criação da CPI para investigar o
caso.


- Compra de votos: Em 1997, gravações telefônicas colocaram sob forte
suspeita a aprovação da emenda constitucional que permitiria a
reeleição de FHC. Os deputados Ronivon Santiago e João Maia, ambos
do PFL do Acre, teriam recebido R$ 200 mil para votar a favor do projeto
do governo. Eles renunciaram ao mandato e foram expulsos do partido,
mas o pedido de uma CPI foi bombardeado pelos governistas.


- Desvalorização do real: Num nítido estelionato eleitoral, o governo
promoveu a desvalorização do real no início de 1999. Para piorar,
socorreu com R$ 1,6 bilhão os bancos Marka e FonteCidam – ambos
com vínculos com tucanos de alta plumagem. A proposta de criação de
uma CPI tramitou durante dois anos na Câmara Federal e foi arquivada
por pressão da bancada governista.


- Privataria: Durante a privatização do sistema Telebrás, grampos no
BNDES flagraram conversas entre Luis Carlos Mendonça de Barros,
ministro das Comunicações, e André Lara Resende, dirigente do banco.
Eles articulavam o apoio a Previ, caixa de previdência do Banco do
Brasil, para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como
um dos donos o tucano Pérsio Árida. A negociata teve valor estimado de
R$ 24 bilhões. Apesar do escândalo, FHC conseguiu evitar a instalação
da CPI.


- CPI da Corrupção: Em 2001, chafurdando na lama, o governo ainda
bloqueou a abertura de uma CPI para apurar todas as denúncias contra
a sua triste gestão. Foram arrolados 28 casos de corrupção na esfera
federal, que depois se concentraram nas falcatruas da Sudam, da
privatização do sistema Telebrás e no envolvimento do ex-ministro
Eduardo Jorge. A imundice no ninho tucano novamente ficou impune.
- Eduardo Jorge: Secretário-geral do presidente, Eduardo Jorge foi alvo
de várias denúncias no reinado tucano: esquema de liberação de verbas
no valor de R$ 169 milhões para o TRT-SP; montagem do caixa-dois para
a reeleição de FHC; lobby para favorecer empresas de informática com
contratos no valor de R$ 21,1 milhões só para a Montreal; e uso de
recursos dos fundos de pensão no processo das privatizações."

(*) - (trecho do artigo de Altamiro Borges)

Enfim, com uma extensa e lamacenta ficha desta, dá pra perder tempo discutindo se há ou não dossiê?

É pura perda de tempo.

Afinal, todo o país já conhece FHC, PSDB, DEM/PFL....

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4 comentários

  • Anônimo  
    26/3/08 10:17 PM

    Em portaria publicada ontem do "Diário Oficial" da União, Dilma fixa prazo de 30 dias para uma comissão de sindicância investigativa "apurar a divulgação de informações sigilosas no âmbito da Casa Civil da Presidência". A comissão criada ontem é formada por três servidores públicos.

    uai ???

    vão investigar o que ???

    se não houve "vazamento" ??

    hahahahahahahah

    me poupe!

  • Wilson  
    27/3/08 9:16 AM
    Este comentário foi removido pelo autor.
  • Anônimo  
    27/3/08 9:19 AM

    FHC DESAFIA O ALOPRADO !!!

    Em seu governo não tem gastos secretos !

    Nem despesas particular paga com dinheiro público!

    Com a palavra o "CAGÃO" !!

    FALA AÍ CAGÃO !!!

    FALE DE CARTÃO CORPORATIVO!

    O POVO QUE PAGA QUER SABER ONDE É GASTO O DINHEIRO DOS IMPOSTOS !


    PARE DE SE ESCONDER !! CAGÃO !!


    ALOPRADO CAGÃO! E COVARDE !!!

    SÓ VALENTE DISCURSANDO NO PALANQUE! AÍ É MACHO!

    NA HORA DE MOSTRAR SEU CARÁTER, SE BORRA !

    HAHAHAHAH

  • ALOPRADO  
    29/3/08 8:10 AM

    RÁPIDO !!!

    UMA NOVA VERSÃO PRA ESTORINHA....

    FOI A SEC EXECUTIVA DA DILMA !!!


    MEU DEUS !!!

    VOCÊS EM QUE ARRUMAR OUTRA VERSÃO

    KAKAKAKAKAKAK

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