IMPRENSA HIPÓCRITA

Este Brasil abriu as portas para os povos das nações do mundo todo, sem distinção de raça, cor, credo, ideologia política. Aqui vivem em paz pessoas de todas as religiões do mundo: adeptos do candomblé, umbandistas, evangélicos, católicos, protestantes, judeus, budistas, espíritas etc.

O povo brasileiro respeita todas as religiões, como tem de ser. Do contrário, estaríamos em constantes guerras santas. Mas há setores da sociedade que não pensam assim, que banalizam certas religiões, seus mentores e seguidores fiéis.

A imprensa comprou essa briga com a igreja Universal, do bispo Edir Macedo. A igreja Universal reagiu, os fiéis reagiram, e estão processando a Folha de São Paulo e outros jornais por calúnia, difamação. Cabe a esses processados se defenderem na justiça, mas ao invés disso, estão falando em cerceamento da liberdade de imprensa.

Todos devem ter liberdade, e não somente a imprensa. Ela não está acima do bem e do mal, e muito menos acima da verdade. A imprensa não pode se arvorar em juiz de um tribunal de exceção. Se ela acusa, o acusado tem o direito de defesa, isso está na Constituição. Toda vez que a imprensa comete excessos, comete erros, e isso é normal – é feita por seres humanos, gente boas e gente ruim, gente mal intencionada –, e é cobrada por isso, clama que estão cerceando a liberdade da imprensa.

Não há nenhum cerceamento na liberdade imprensa, que simplesmente está sendo questionada na justiça sobre o que veiculou, sobre o que divulgou, por quem, por isso, tenha se sentido ofendido, caluniado, prejudicado. Cabe à imprensa se defender na justiça, provar que disse a verdade, que não agiu de má fé e nem está perseguindo nenhum religioso.

Os jornalistas e donos dos jornalões estão clamando contra " atos intimidatórios desencadeados contra a Folha de S.Paulo e outros jornais pela Igreja Universal do Reino de Deus". É intimidatório entrar com processos na justiça? Desde quando é intimidatório, se a justiça vai ouvir ambas as partes, se elas terão direitos iguais de defesa?

A imprensa é mestra em praticar terrorismo, fabricar crises, epidemias, apagões. Prejudicam o governo do presidente Lula mas prejudicam também a população, como ocorreu no caso da falsa epidemia da febre amarela: mais pessoas doentes por terem tomado a vacina em duplicidade, aterrorizadas pelas mídia, do que pessoas infectadas pela febre amarela.

A imprensa quer cercear o direito de defesa do cidadão que se sinta por ela prejudicado. Como disse o presidente Lula, quem se sentir prejudicado tem o direito constitucional de se defender. Mas a imprensa acha que fazer jornalismo é estar acima das leis, e não quer ser questionada nos tribunais. São hipócritas, defendendo a liberdade de expressão como cortina de fumaça para encobrir seus interasses escusos.


Por Jussara Seixas
http://por1novobrasil.blogspot.com/

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5 comentários

  • Anônimo  
    22/2/08 8:06 PM

    Lulla foi leviano!
    Ele e o safado do bispo roubam o povo!

    Os dois se escondem numa lei pra amordaçar a imprensa..

    Tomou Aloprado ?

  • Jussara Seixas  
    23/2/08 6:57 AM

    Anônimo
    Não estou questionando, se o bispo roubou, se é corrupto, ou não. Não questiono se as denuncias da FSP são verdadeiras ou mentirosa. Estou dizendo que todos, tem que ter, está na Constituição o sagrado direito de defesa.Foi exatamente isso que o presidente Lula falou. Se alguém se sentir prejudicado, se sentir que foi ofendido, caluniado, tem mais é que entrar com um processo na justiça, para se defender. É a imprensa acha que a IURD não tem esse direito, que eles querem intimidar a imprensa. É a imprensa que está querendo cercear o direito de defesa. Entendeu ou vou ter que desenhar.

  • Anônimo  
    25/2/08 10:11 AM

    Discordo!
    só uma imprensa livre pode salvar este país.

    tudo vem a reboco da imprensa.

    A idéia foi intimidar e não dar condições do jornal e a jornalista se defender.

    Ou seja pra sacanear, cada fiel foi orientado a entrar assessorado pelos advogados da igreja, e aqui na minha cidade já saiu uma sentença contra o fiel, e sua indenização esdrúxula por falsos danos morais.
    Acho que foi uma vitória da democracia.

  • Anônimo  
    25/2/08 10:17 AM

    A ação conjunta de féis da Igreja Universal do Reino de Deus contra a empresa Folha da Manhã, que edita o jornal Folha de S.Paulo, parece não ter sido vista com bons olhos pela Justiça. Na última semana, o fiel Carlos Alberto Lima foi condenado à pena de litigância de má-fé, por ter iniciado uma ação de indenização por danos morais, mesmo sem que houvesse legitimidade para tanto.

    Em sua decisão, o juiz estadual Alessandro Leite Pereira, de Bataguaçu (MS), disse que a postura do autor da ação "demonstra a existência de inquestionável má-fé, pois deturpa o conteúdo da reportagem para, inserindo-se individualmente nela, buscar indevidamente o recebimento de valor indenizatório".

    Lima e outros 27 fiéis entraram com ações simultâneas contra a Folha, alegando se sentirem ofendidos pelo conteúdo de uma matéria de título "Universal chega aos 30 anos com império empresarial", de autoria da jornalista Elvira Lobato, que falava sobre o acúmulo de bens da Igreja desde sua fundação até os tempos atuais. A matéria foi publicada em 15 de dezembro do ano passado.

    Os membros da Igreja disseram, em suas ações, que a matéria pôs em dúvida sua idoneidade e que, em razão disso, teriam ouvidos "gozações" de conhecidos.

    Na decisão, o juiz alegou que Lima não tem legitimidade para entrar com a ação, já que ele não foi citado na reportagem. O fiel foi condenado a pagar multa, além de arcar com as custas do processo. A decisão é passível de recurso.

  • Anônimo  
    25/2/08 10:38 AM

    A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) divulgaram notas de repúdio contra a estratégia judicial adotada pela Igreja Universal para pressionar órgãos de imprensa. A Universal tem mobilizado fiéis de diferentes partes do país para entrar com ações na Justiça contra jornais. Já foram alvos deste tipo de assédio judicial a Folha de S.Paulo e A Tarde, de Salvador, além da jornalista Elvira Lobato, repórter da Folha. Mais de 50 fiéis da Universal entraram com processos alegando terem sofrido danos morais em razão de reportagem da Folha sobre os 30 anos da igreja.

    Para a ABI, as ações constituem “grave ameaça à liberdade de informação”. A Associação pediu que a Anistia Internacional inicie um movimento mundial em defesa dos dois jornais e da jornalista. Fiéis da Universal processam também o jornal Extra do Rio de Janeiro, e seu diretor de redação, Bruno Thys. Fiéis também ameaçam entrar com uma série de ações contra o jornal O Globo.

    Já a ANJ afirma que "o que os autores dessas ações pretendem não é restabelecer sua honra ou a verdade, mas constranger uma empresa jornalística no seu dever de livremente informar a sociedade".

    Nas palavras da ABI, os processos revelam “intolerável agressão à ordem democrática”. “Através desse procedimento, buscam os autores de tais ações obter a cobertura do Poder Judiciário para cercear e condicionar o exercício do direito de informação”, diz a associação.

    Os mais de 50 fiéis que movem ações simultâneas contra a Folha alegam terem se sentido ofendidos pela reportagem Universal chega aos 30 anos com império empresarial, publicada pelo jornal em 15 de dezembro. No texto, a repórter Elvira Lobato relatou que a Universal construiu um conglomerado empresarial. O jornalista informou que uma das empresas da Igreja, a Unimetro, está ligada à Cableinvest, registrada no paraíso fiscal da ilha de Jersey, no canal da Mancha. “O elo aparece nos registros da empresa na Junta Comercial de São Paulo. Uma hipótese é que os dízimos dos fiéis sejam esquentados em paraísos fiscais”, informou a repórter.

    Para os fiéis, a reportagem “insinuou” que os membros da Universal são inidôneos e que o dízimo pago por eles é produto de crime. Disseram ainda que ouviram gozações de conhecidos. O dano narrado pelas partes é idêntico: “O autor [da ação] passou a ser apontado por seus semelhantes com adjetivos desqualificantes e de baixo calão, além de ser abordado com dizeres do tipo: 'Viu só! Você que é trouxa de dar dinheiro para essa igreja!' 'Esse é o povo da sua igreja! Tudo safado!' 'Como é que você continua nessa igreja? Você não lê jornal, não?' 'É. Crente é tudo tonto, mesmo'.”

    Até hoje, quatro sentenças já foram proferidas, todas a favor da Folha. Dois fiéis foram multados por litigância de má-fé. Outro juiz considerou que houve abuso de direito e assédio judicial. Nas ações contra o jornal Extra e seu diretor de redação a manobra é a mesma. Várias ações foram ajuizadas em várias cidades.
    http://conjur.estadao.com.br/static/text/63913,1

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