Do Maior Escândalo Da História Da Republica

Por: Marcos Loures

A ser confirmado, esse escândalo ligando a Planam com um número gigantesco de deputados federais, já pode ser considerado o maior escândalo da História da República, não só pelo número de parlamentares envolvidos, como também pelo aspecto moral e ético, no instante em que se tenta atingir um homem inocente, com espúrias acusações.Percebe-se, a cada instante a tentativa de desvio de foco para o Executivo, desse Legislativo totalmente apodrecido e sem nenhuma representatividade.A sorte desse pessoal é o caráter democrático de Lula, se isso estivesse ocorrendo em um país parlamentarista, esse Congresso já teria sido destituído e convocado novas eleições.Fosse num governo menos democrático, teríamos o fechamento desse mesmo Congresso, num ato de impedimento generalizado, já que os 300 picaretas detectados pelo parlamentar Luis Inácio se proliferaram, tomando assento em quase todas as cadeiras desse Congresso espúrio.Se fizermos uma análise da quantidade e gravidade dos escândalos apurados nesse e em outros momentos recentes, teremos a real noção dos mais de trezentos picaretas.Porém, esse escândalo, o das "sanguessugas", atinge níveis nunca imaginados por ninguém.O interessante disso tudo é a quase ausência de deputados do PT e do PCdoB envolvidos nessas maracutaias; se tivermos um aprofundamento criminal, esses deputados estão fritos.O interessante disso tudo é a pequena ênfase dada pela Imprensa a esse escândalo; se compararmos com episódios de menor gravidade.Os casos de superfaturamentos são extremamente comuns e corriqueiros em todas as estâncias do Poder, nesse País; desde a contratação de Bandas para Shows até obras, passando por lixeiras, bancos escolares, medicamentos etc..Essa forma de roubo se generalizou, baseada na máxima ademarista "rouba, mas faz"; sendo que a maior parte dos GRANDES "EXECUTORES" DE OBRAS, têm nesse superfaturamento a maior forma de arrecadação partidária e pessoal.Os Paulo Salins do dia-a-dia espalharam-se por esse país, não só entre os políticos, como também entre entidades religiosas e de "assistência social"; além de ONGS, entre outras menos cotadas.Neste final de semana passado, vi um Pastor pedir 2 milhões e 600 mil reais, divididos, para comprar um terreno de 1 milhão e 800 mil, num ágio espantoso; com destino da diferença da arrecadação com destino imaginável.Nesses exemplos, todos nós conhecemos exemplos de prefeitos, vereadores, movidos a propinas para superfaturarem obras, sempre em prejuízo do contribuinte.Porém, situação idêntica a essa ocorrida na Câmara dos Deputados é única; não pelo método, nem pela ação; mas, simplesmente, pelo número de envolvidos.Não nos podemos nos silenciar sobre isso; já que é o nosso dinheiro que está indo pelo ralo; não é dinheiro nem do BMG, nem do Banco Rural não; É NOSSO DINHEIRO!E não precisa de CPI para investigar não; é só investigar e, comprovados os envolvidos; CADEIA E DEVOLUÇÃO DA GRANA.Isso significa a devolução aos cofres públicos da quantia equivalente a 1000 ambulâncias somente nos últimos dois anos!!A omissão, nesse caso é CRIMINOSA. Precisam-se apurar os fatos com extremo rigor; pois assim como ocorreu nas privatizações, com o patrimônio público, o que está em jogo é o dinheiro dos impostos dos famintos e dos pobres desse país.Não podemos deixar que tentem nos embotar os olhos com histórias de menor importância, como a alucinação de Sílvio Pereira, nem as palhaçadas de Garotinho.

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1 comentários

  • Rita de Cássia Tiradentes Reis  
    24/5/06 7:09 PM

    A câmara dos deputados, numa atitude coerente, já que 170 deputados, ou seja, quase um terço dela está envolvida numa denúncia que, obviamente não poderia ser investigada nem punida com idoneidade por ela própria.
    O caso das “sanguessugas” deve ser tratado como um caso de POLÍCIA e não um caso simplesmente Político, já que afeta grande parte dos partidos e uma boa parte dos parlamentares eleitos pelo povo.
    O superfaturamento denota uma prática comum nesse país, a da política do “ROUBA, MAS FAZ” que poderia ser traduzida num outro slogan “FAZ PARA ROUBAR”, mais coerente e verdadeiro que o anterior.
    Essa prática, conhecida desde os tempos de Adhemar de Barros, em São Paulo, tendo seu ápice nos Governos de Paulo Salim, na mesma São Paulo, é um câncer a ser extirpado desse país, pois gera a impressão de que “bom político é o que faz obras”, premiando dessa forma, o corrupto e os corruptores.
    A chegada das ambulâncias nas cidades pequenas é, muitas vezes, motivo de foguetório, com direito a discursos intermináveis e absurdas manifestações da população em apoio a quem... ROUBA-A DESCARADAMENTE.
    Os aspectos mais cruéis desse fato estão no âmago de um problema grave que acomete a todas as sociedades, principalmente as mais fragilizadas como a nossa, a IMPUNIDADE.
    Essa cultura do superfaturamento se tornou dominante na maioria das cidades desse país, qualquer lixeira ou bandinha que vai tocar nos festejos dos municípios, SUPERFATURA!
    Recordo-me de várias cenas de minha vida, enquanto profissional da saúde, onde tínhamos contato com estas práticas dilapidadoras do bem público; as denúncias sempre terminaram no vazio ou da burocracia ou da impunidade.
    Como Marcos Valério pobre e honesto, desacostumado com as heresias do poder público, nunca tendo tido nenhuma benesse deste, fico indignado com tal situação.
    Das ambulâncias são 170 ou mais, da merenda escolar outros mais, das carteiras escolares, mais tanto. Dos medicamentos quantos serão?
    Essa prática política enraizada no Brasil me lembra a saúva de tantas e tantas histórias, esses formigões dos poderes executivo e legislativo nas várias instâncias nesse país, devem ter punição exemplar.
    Ao contrário, quando vemos um Paulo Maluf com chances reais de ser eleito, o que dará ao mesmo uma IMPUNIDADE constitucional; vemos a que ponto chegamos.
    Deve-se ter em conta que a justa defesa do direito à expressão de um parlamentar, fundamento básico da democracia, tanto quanto o amaldiçoado hábeas corpus, não podem ser confundidos com a impunidade para crimes comuns, e os adeptos da filosofia: FAZ PARA ROUBAR, são CRIMINOSOS COMUNS e devem ser tratados com mais rigor ainda, pois roubar de crianças indefesas e famintas, de um povo pobre e sofrido deve ser punido com muito mais rigor do que aquele que, por motivos outros, roubam às claras e, normalmente de quem tem condição econômica melhor.

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