Referendo na Bolívia:Evo Morales Vence a Mídia
O 'sim' venceu com 60% dos votos, contra 40% do 'não', em números publicados pela Unitel, e 58,3% a 41,7%, de acordo com a ATB. (leia mais no Yahoo)
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A Bolívia não está só, nós estamos com ela. A frase foi a tônica das palavras de ordem, dos discursos e da carta entregue ao embaixador da Bolívia no Brasil pelos manifestantes que fizeram ato de apoio ao País vizinho, na manhã desta sexta-feira (26), em Brasília. Na embaixada da Bolívia, eles entregaram ao embaixador René Ocampo uma carta de solidariedade e na Embaixada dos Estados Unidos fizeram manifestação contra a “ingerência” daquele País na tentativa de golpe contra o governo de Evo Morales.
As cruzes representaramm os camponeses mortos no conflito Entre os dois prédios – no Setor de Embaixada – os manifestantes fizeram o percurso como em procissão, carregando cruzes que simbolizavam os camponeses mortos durante as disputas separatistas no território boliviano. 30 camponeses foram assassinados na noite do último dia 11 de setembro, por ordem de Leopoldo Fernández, governador de Pando, que faz oposição ao governo.
As cruzes foram fincadas nos jardins do prédio da Embaixada Americano, sob os olhares de dezenas de policiais que cercavam o prédio para evitar a aproximação dos manifestantes. Foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos mortos. Eles vem se juntar aos milhares de latino-americanos que morreram lutando por um vida melhor, destacaram os oradores.
Do alto do carro de som, os líderes enviavam, por alto-falante, as palavras de protesto contra o governo estadunidense: “Bush, fascista”. Os manifestantes a pé, sem microfone, mas com a vantagem de estarem em grande número, respondiam, também em tom alto: “Você é terrorista”.
No começo da manhã, uma comissão de representante das entidades promotoras do evento, esteve em audiência com o embaixador boliviano, a quem entregou carta onde declara apoio as decisões do presidente Evo Morales. “Sabemos que a ação dos governadores e de seus apoiadores oposicionistas, em conluio com o imperialismo norte americano, é uma reação à decisão do Governo Morales de priorizar a defesa da soberania nacional, os direitos dos povos, a democracia e o combate à pobreza e à desigualdade”.
O embaixador agradeceu o apoio e disse que transmitira a mensagem ao presidente boliviano.
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O quadro político na Bolívia – onde a direita que não aceita ceder um milímetro de seus privilégios à maioria indígena e mestiça – dá sinais de agravamento e deterioração acelerada, fazendo soar um alerta. Menos de um mês depois de perder no voto, parte para a ação violenta e fora-da-lei. O objetivo é, como dizem eles, “tumbar el índio” (derrubar o índio), o presidente Evo Morales.
Por Ronaldo Carmona*
Como denunciou o Partido Comunista Boliviano (PCB) – uma lúcida e conseqüente força revolucionária no atual processo – está em macha “um golpe de Estado civil” para derrubar Evo e pôr fim à experiência da chamada Revolução Democrática e Cultural boliviana.
Nas últimas semanas, criou-se o que alguns chamaram de “empate catastrófico”. As forças da mudança buscavam efetivar a aprovação da nova Constituição boliviana, de caráter democrático e popular, antineoliberal. Enquanto as de direita tentavam aprovar os chamados “Estatutos autonômicos”. As duas propostas são antagônicas em seu conteúdo e representativas de projetos opostos de país.
Mas em 10 de agosto o povo foi chamado a dirimir o contencioso, através do referendo para revogar ou confirmar o mandato do presidente Evo Morales e de oito dos nove prefeitos (governadores) bolivianos. E deu seu veredito: Evo foi ratificado em 95 das 112 provincias do país. Nacionalmente, recebeu 67,41% dos votos, mais ainda que os 53,3% que elegeram Evo presidente em 2005. Sua votação cresceu em oito dos nove departamentos – após 30 meses de governo. Além disso, foram ratificados os dois governadores do MAS (Oruro e Potosi) e revogados dois dos governadores oposicionistas.
Já na celebração da vitória, Evo fez um chamado à conciliação e à unidade. Num gesto inédito, cogitou um acordo que juntasse aspectos da nova Constituição proposta com os Estatutos autonômicos. Mas de nada adiantaram os gestos do presidente boliviano.
Numa inversão da lógica política, a oposição não apenas ignorou os apelos conciliatórios do presidente como decidiu radicalizar suas posições. Acuada pelo voto popular de mais de dois terços dos bolivianos pró-Evo, a direita boliviana – entrincheirada no mal chamado Conalde (Conselho Nacional Democrático), que reúne cinco Departamentos bolivianos e os chamados Comitês Cívicos – decidiu intensificar ações golpistas.
A radicalização da oposição
O método da oposição para a radicalização tem sido a conformação de bandos violentos, a partir do recrutamento de lúmpens e delinqüentes para conformar milícias paramilitares, como por exemplo a União “da Juventude” Cruzenha (a UJC de Santa Cruz). Armada de enormes porretes e circulando em caminhonetes, a UJC dedica-se a ocupar e destruir instalações públicas e postos de arrecadação tributária do governo central, bloquear estradas e postos de fronteira. Chega a atacar fisicamente pobres e camponeses com feições de indígenas das terras altas bolivianas.
Dentre os slogans que animam essas milícias, está: “Terminemos com os 'collas', raça maldita”. ''Collas'' são os indigenas e mestiços com origem no altiplano e que se espalharam por todo o país, dedicando-se em geral a tarefas agrícolas e ao trabalho de vendedor de rua.
A Embaixada dos EUA está envolvida diretamente na formação destes grupos, segundo denunciou Evo Morales. Patrocina político e materialmente essas milícias, através da Usaid (United States Agency for International Development).
“Tenho informações de algumas autoridades, especialmente do Departamento de Santa Cruz, de que há pessoas que trabalham para a embaixada americana e organizam esses grupos”, disse o presidente no último domingo. O embaixador estadunidense, Philip Goldberg – o mesmo que, como embaixador dos EUA na ex-Iugoslávia, operou a crise de Kosovo, há dez anos – circula intensamente pelos departamentos dominados pela oposição, distribuindo apoio político e financeiro.
Numa tentativa de desmoralizar o presidente e forçar uma repressão estatal, as milícias da direita passaram a impedir a própria mobilidade de Evo Morales pelo território boliviano. No último dia 27, em Riberalta (Beni), um desses grupos ocupou o aeroporto da cidade, forçando o presidente boliviano a cruzar o Rio Mamoré de barco até Guajará-Mirim, em Rondônia, para só então voltar a La Paz. Noutro episodio, em 5 de agosto no sul do país, em Tarija, as milícias tomaram o aeroporto e impediram o desembarque dos presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e Hugo Chávez (Venezuela), para assinar acordos de cooperação.
A direita se empenha também em regionalizar a crise. Nos últimos dias, as ameaças são as de bloquear a venda de gás a Brasil e Argentina, através da ocupação de instalações da estatal boliviana YPFB.
Seria algo grave: 75% do gás importado pelo Brasil junto à Bolívia abastece a industria paulista. Também foram bloqueados postos de fronteira, como os de San Matias e San Vicente – na divisa de Santa Cruz com o Mato Grosso do Sul – e outro em Beni, perto de Guajará-Mirim, em Rondônia.
Aqui, chama a atenção o cínico silêncio dos grandes grupos de comunicação no Brasil, os mesmos que fizeram um escândalo quando da nacionalização do gás boliviano em 2006 – alguns articulistas mais exaltados pediram tropas brasileiras na Bolívia. Mas desta vez se calam, mesmo diante das ameaças de corte no fluxo de gás ao Brasil, num apoio tácito à oposição de direita na Bolívia.
Também chamam a atenção as provocações das milícias paramilitares às Forças Armadas. Na última sexta-feira (5), em Cobija (Pando), elas sequestraram um pequeno avião militar, aprisionando por algumas horas um general. Em Trinidad, capital de Beni, há a ameaça de invasão de um quartel do exército. No mesmo departamento a oposição “exige” a saída do comandante militar da região. Em Santa Cruz, forças paramilitares chegaram ao extremo de cercar por todo um dia o Quartel da Polícia. O objetivo dessas provocações parece claro: provocar uma reação que gere muitos cadáveres visando desestabilizar o governo Evo.
Um golpe civil em marcha
É urgente a solidariedade ativa das forças progressistas ao povo boliviano e ao governo Evo. Da mesma forma, os governos progressistas da América Latina precisam urgentemente dar novos e claros sinais de repúdio à regionalização do conflito e a qualquer tentativa de separatismo.
O conflito na Bolívia possui os sintomas de um radicalizado e agudo conflito de classes. Não se trata, ao contrário do que do que faz parecer a grande mídia, de um conflito regional. Dados empíricos do referendo de agosto deixam claro que, mesmo nos departamento governados pela oposição, é enorme o apoio ao presidente. Em Santa Cruz, por exemplo, a votação favorável a Evo beirou os 40% dos votos. As bandeiras e o discurso da oposição, para além de “perfumarias”, são abertamente anticomunistas e neoliberais, além de racistas.
Está na ordem do dia a solidariedade ao povo boliviano, ao governo Evo Morales, ao Movimento ao Socialismo (MAS), ao Partido Comunista Boliviano e às demais forças progressistas do país. A derrocada do governo Evo, grande objetivo da direita boliviana, representaria um duro revés na luta por fazer avançar a tendência democrática, progressista e antiimperialista que ascende na América Latina.
* Membro da Comissão de Relações Internacionais do PCdoB, foi observador internacional no referendo de 10 de agosto passado
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Evo Morales pede à mídia que continue se referindo a ele como "terrorista e narcotraficante"
A contagem oficial dos votos deu 67% de SIM a Evo Morales. O presidente boliviano disse que a derrota foi da mídia, de acordo com a Agência Boliviana de Notícias:
Independencia, (Cochabamba), 17 ago (ABI) - O presidente Evo Morales Ayma assegurou hoje que os grandes perdedores do referendo revogatório do mandato popular do dia 10 de agosto foram os meios de comunicação vinculados a setores conservadores que tentaram desprestigiar o seu governo e lançar sombras sobre o referendo, expressão da democracia boliviana.
Morales considerou que esses meios não respeitaram o direito dos bolivianos à informação veraz mas formularam uma série de "acusações e infâmias" e celebrou que a resposta do povo nas urnas foi um apoio de dois terços dos eleitores ao processo de mudança.
[...]
No dia 21 de junho aconteceu um atentado à dinamite a um canal de TV do povoado de Yacuiba, às vésperas do referendo ilegal sobre o estatuto autonômico de Tarija.
Apesar da prisão de Georges Nava e de outros oito suspeitos ser apenas o início da investigação do Ministério Público, esses meios os apresentaram como "prova" da suposta participação do governo no ataque terrorista.
Além disso os mesmos órgãos de imprensa difundiram diariamente, com requintes de escândalo, o conteúdo de uma memória, supostamente apreendida com Nava, que uma comissão do partido Podemos [de oposição], encabeçada por Walter Guiteras, se encarregou de apresentar sob o rótulo de "provas" de um suposto "terrorismo de estado".
[...]
"Agora digo a estes meios de comunicação que continuem falando contra minha pessoa, do contrário, se falarem bem de mim, então me preocuparei por estar equivocado", disse Morales.
Nesse contexto e em tom de ironia "convidou" esses meio a seguir "falando mal" de sua pessoa e a continuar as acusações de que é "terrorista e narcotraficante".
Fonte: Vi o Mundo
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Fonte: Portal Terra
Um avião de matrícula venezuelana que se encontrava na pista do aeroporto de Riberalta, no nordeste da Bolívia, foi atacado com pedras por uma revoltada multidão encabeçada por organizações civis de direita contrárias ao presidente de esquerda Evo Morales, mas conseguiu decolar, segundo as rádios locais.
O incidente ocorreu num momento em que Morales, firme aliado ideológico do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mantém um forte confronto com partidos e organizações civis de direita opostos a sua gestão.
Gritando frases como "Basta de ingerência!", a multidão, integrada em sua maioria por jovens, jogou pedras contra o avião venezuelano que havia aterrissado para reabastecer.
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