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Referendo na Bolívia:Evo Morales Vence a Mídia

Por Guina


A vitória do presidente da Bolívia, Evo Morales,  no referendo de ontem(26/01), que tratava da reforma da Constituição do país, deixa mais uma vez a grande mídia calada.

A mídia vendida, tanto no Brasil como em outros países, sempre contrária ao governo popular de Evo Morales e a esquerda que domina o continente, tem que engolir mais uma vez a derrota.

O 'sim' venceu com 60% dos votos, contra 40% do 'não', em números publicados pela Unitel, e 58,3% a 41,7%, de acordo com a ATB. (leia mais no Yahoo)

Ao saber da vitória, Evo Morales declarou:"Agora as pessoas excluídas e marginalizadas terão os mesmos direitos de todos os outros"

Parabéns ao presidente Evo Morales!

Parabéns ao povo da Bolívia, que democraticamente disse SIM às reformas na Constituição do país.

Com certeza essa vitória de Evo Morales e do povo boliviano, irá trazer dignidade a muitas pessoas que antes sofriam com a desigualdade social no país.


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Manifestação em Brasília: apoio à Bolívia e repúdio aos EUA

A Bolívia não está só, nós estamos com ela. A frase foi a tônica das palavras de ordem, dos discursos e da carta entregue ao embaixador da Bolívia no Brasil pelos manifestantes que fizeram ato de apoio ao País vizinho, na manhã desta sexta-feira (26), em Brasília. Na embaixada da Bolívia, eles entregaram ao embaixador René Ocampo uma carta de solidariedade e na Embaixada dos Estados Unidos fizeram manifestação contra a “ingerência” daquele País na tentativa de golpe contra o governo de Evo Morales.

As cruzes representaramm os camponeses mortos no conflito Entre os dois prédios – no Setor de Embaixada – os manifestantes fizeram o percurso como em procissão, carregando cruzes que simbolizavam os camponeses mortos durante as disputas separatistas no território boliviano. 30 camponeses foram assassinados na noite do último dia 11 de setembro, por ordem de Leopoldo Fernández, governador de Pando, que faz oposição ao governo.

As cruzes foram fincadas nos jardins do prédio da Embaixada Americano, sob os olhares de dezenas de policiais que cercavam o prédio para evitar a aproximação dos manifestantes. Foi feito um minuto de silêncio em homenagem aos mortos. Eles vem se juntar aos milhares de latino-americanos que morreram lutando por um vida melhor, destacaram os oradores.

Do alto do carro de som, os líderes enviavam, por alto-falante, as palavras de protesto contra o governo estadunidense: “Bush, fascista”. Os manifestantes a pé, sem microfone, mas com a vantagem de estarem em grande número, respondiam, também em tom alto: “Você é terrorista”.

No começo da manhã, uma comissão de representante das entidades promotoras do evento, esteve em audiência com o embaixador boliviano, a quem entregou carta onde declara apoio as decisões do presidente Evo Morales. “Sabemos que a ação dos governadores e de seus apoiadores oposicionistas, em conluio com o imperialismo norte americano, é uma reação à decisão do Governo Morales de priorizar a defesa da soberania nacional, os direitos dos povos, a democracia e o combate à pobreza e à desigualdade”.

O embaixador agradeceu o apoio e disse que transmitira a mensagem ao presidente boliviano.

Saiba mais em:

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Mídia acoberta terroristas da Bolívia


“Se precisar, vai ter sangue. É preciso conter o comunismo e derrubar o governo deste índio infeliz”. Jorge Chávez, líder da oligarquia racista de Tarija.

“Não vejo razão pela qual se deve permitir o Chile se tornar marxista pela irresponsabilidade de seu povo”. Henry Kissinger, secretário de Estado do EUA, poucos dias antes do golpe de 11 de setembro de 1973 que derrubou Salvador Allende.


É repugnante a cobertura que o grosso da mídia hegemônica tem dado aos trágicos confrontos na já sofrida Bolívia. Os serviçais da TV Globo tratam os chefões golpistas como “líderes cívicos” e “dirigentes regionais”. Mirian Leitão, que esbanjou valentia ao sugerir que o governo brasileiro retirasse o nosso embaixador de La Paz e enviasse tropas às fronteiras quando da estatização do petróleo, agora é toda afável com a oligarquia racista deste país. Outros “colunistas” bem pagos da mídia chegam a insinuar que a culpa pelos violentos conflitos, que já causaram oito mortes, é do presidente Evo Morales, “um radical e populista” que instigou o separatismo regional.

A manipulação é grotesca até na terminologia. No caso das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que há décadas enfrentam as oligarquias paramilitares e que foram excluídas violentamente da luta institucional no país, os guerrilheiros são estigmatizados como terroristas, narcotraficantes, bandidos. Já os bandos terroristas da Bolívia, organizados e armados pela elite racista que desrespeita o voto popular, são tratados como “comitês cívicos” e “grupos rebeldes”. O embaixador estadunidense Philip Goldberg, que acaba de ser expulso da Bolívia por estimular abertamente a divisão do país, é apresentado pela mídia subserviente como “negociador”.

A triste lembrança do Chile

O que está em curso na Bolívia é um golpe fascista organizado pela oligarquia local e teleguiado pelos EUA. Seus métodos terroristas lembram o ocorrido no Chile, em setembro de 1973, noutro golpe sangrento orquestrado pelo “império do mal”. Visam desestabilizar e derrubar o governo democraticamente eleito de Evo Morales, confirmado em agosto num referendo. Poucos são os veículos midiáticos e os “colunistas” que denunciam esta conspiração, talvez porque torçam pela derrota do que FHC chamou num paper ao governo Bush de “esquerdização da América Latina”. Como verdadeiro “partido da direita e do capital”, a mídia burguesa não tolera a democracia!

Uma das raras exceções foi o lúcido artigo de Clóvis Rossi, que há muito estava adormecido por seu rancor antiesquerda. “O que está em andamento na Bolívia é uma tentativa de golpe contra o presidente Evo Morales. Segue uma linha ideológica e táticas parecidas as que levaram ao golpe no Chile, em 1973, contra o governo de Salvador Allende, tão constitucional e legítimo quanto o de Evo Morales. Os bloqueios agora adotados nos Departamentos são uma cópia dos locautes de caminhoneiros que ajudaram a sitiar o governo Allende... Nem o governo nem a oposição no Brasil têm o direito ao silêncio”, escreveu, relembrando sua perspicácia e coragem do passado.

O criminoso Philip Goldberg

A conspiração golpista na Bolívia, acobertada pelo grosso da mídia nativa, exige rápida resposta das forças progressistas e democráticas do Brasil. Como afirmou Evo Morales, trata-se de “uma violência fascista com o objetivo de acabar com a democracia e dividir o país”. Sob o biombo da autonomia regional, governadores de cinco departamentos (estados) e abastados empresários têm financiado bandos terroristas que já assassinaram oito camponeses favoráveis ao governo eleito, saquearam prédios públicos, destruíram uma emissora estatal de televisão, sabotaram gasodutos, bloquearam rodovias e proibiram o próprio presidente de pousar em três aeroportos do país.

Segundo relatos de Marco Aurélio Weissheimer, da Carta Maior, na semana passada “grupos de jovens de setores da classe média branca, que não escondem seu sentimento racista em relação a Evo Morales, lideraram as manifestações. Capitaneados pela União Juvenil Cruzense (UJC), eles invadiram o prédio da empresa estatal de telecomunicação para ‘entregá-lo à administração do governo Rubén Costas’, de Santa Cruz. Na Televisión Boliviana/Canal 7, saquearam o escritório, destruíram computadores e fizeram uma fogueira na entrada do prédio”. Além de Santa Cruz, as ações terroristas ocorrem em outros quatro departamentos – Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca.

Os EUA estão diretamente metidos no complô. O embaixador Philip Goldberg já foi fotografado em eventos da União Juvenil Cruzense (UJC), grupo terrorista de Santa Cruz que utiliza o slogan “terminemos com os ‘collas’ [indígenas], raça maldita”. A embaixada ianque até contratou vários destes bandidos. Goldberg é um fascista convicto. Como embaixador dos EUA na ex-Iugoslávia, ele orquestrou a crise no Kosovo e a sangrenta guerra civil separatista naquele país. Declarado persona non grata, ele finalmente foi expulso da Bolívia. “Não queremos aqui gente separatista, divisionista, que conspira contra a unidade do país”, justificou o presidente Evo Morales.

Intensificar a solidariedade internacionalista

O governo, mesmo aberto ao diálogo, não tem se submetido à pressão dos golpistas, que exigem a anulação da nova Constituição e do referendo que aprovou a manutenção do mandato de Evo Morales. Ocorrido em 10 de agosto, por demanda da própria oposição, o referendo confirmou a força do atual presidente. Evo foi ratificado em 95 das 112 províncias do país e, apesar do caos promovido pelos golpistas, teve mais votos do que na eleição presidencial – obteve 67,41% dos votos, bem acima dos 53,3% em 2005. Sua votação cresceu em oito dos nove departamentos e o referendo ainda revogou o mandato de dois governadores ligados às oligarquias racistas.

Desesperada, a elite investe no terrorismo e esbarra na resistência do governo e do povo. “Vamos agir com serenidade, mas também com firmeza”, diz Alfredo Rada, ministro da Defesa. Walker Sam Miguel, ministro do Interior, garante que “os fascistas não passarão”. O governo já decretou estado de sítio, ameaça deter os chefes terroristas e acionou tropas do exército nos departamentos para garantir o fornecimento de gás e a ordem pública. A derrota dos fascistas, porém, exige o apoio dos governos e dos movimentos sociais na América Latina. O que está em jogo é o avanço da democracia, é a derrota das oligarquias, do “império do mal” e da mídia mentirosa.

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Vândalos e Baderneiros Trazem Terror à Bolívia

Por Guina

Ao assistir desde ontem na TV, os atos de vandalismo praticados pela oposição ao governo popular de Evo Morales na Bolívia, fiquei indignado e perplexo com tal situação.

Os golpistas invadem e saqueiam prédios públicos trazendo terror e insegurança para a população, mostrando que estão querendo desestabilizar a democacia do país através da violência.

Tudo isso porque os grupos das regiões mais ricas do país, os departamentos de Beni, Pando, Tarija e Santa Cruz, querem a devolução de uma porcentagem do imposto sobre hidrocarbonetos, usado pelo governo para financiar um programa de previdência social.

Portanto, a atitude desse vândalos (o que a mídia no Brasil chama "manifestantes") é inaceitável, visto que Evo Morales tá fazendo a coisa certa: dividir melhor a riqueza do país.

A violência cometida por essa gente tem que ser desaprovada por qualquer pessoa que tenha um mínimo de bom senso.

Eles perderam nas urnas.
Evo Morales foi eleito através do voto do povo da Bolívia, e quem se posiciona a favor desses baderneiros são tão insanos quanto os mesmos.

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Bolívia Urgente:Oposição Golpista e Delinquente Ameaça a Democracia

O quadro político na Bolívia – onde a direita que não aceita ceder um milímetro de seus privilégios à maioria indígena e mestiça – dá sinais de agravamento e deterioração acelerada, fazendo soar um alerta. Menos de um mês depois de perder no voto, parte para a ação violenta e fora-da-lei. O objetivo é, como dizem eles, “tumbar el índio” (derrubar o índio), o presidente Evo Morales.

Por Ronaldo Carmona*

Como denunciou o Partido Comunista Boliviano (PCB) – uma lúcida e conseqüente força revolucionária no atual processo – está em macha “um golpe de Estado civil” para derrubar Evo e pôr fim à experiência da chamada Revolução Democrática e Cultural boliviana.

Nas últimas semanas, criou-se o que alguns chamaram de “empate catastrófico”. As forças da mudança buscavam efetivar a aprovação da nova Constituição boliviana, de caráter democrático e popular, antineoliberal. Enquanto as de direita tentavam aprovar os chamados “Estatutos autonômicos”. As duas propostas são antagônicas em seu conteúdo e representativas de projetos opostos de país.

Mas em 10 de agosto o povo foi chamado a dirimir o contencioso, através do referendo para revogar ou confirmar o mandato do presidente Evo Morales e de oito dos nove prefeitos (governadores) bolivianos. E deu seu veredito: Evo foi ratificado em 95 das 112 provincias do país. Nacionalmente, recebeu 67,41% dos votos, mais ainda que os 53,3% que elegeram Evo presidente em 2005. Sua votação cresceu em oito dos nove departamentos – após 30 meses de governo. Além disso, foram ratificados os dois governadores do MAS (Oruro e Potosi) e revogados dois dos governadores oposicionistas.

Já na celebração da vitória, Evo fez um chamado à conciliação e à unidade. Num gesto inédito, cogitou um acordo que juntasse aspectos da nova Constituição proposta com os Estatutos autonômicos. Mas de nada adiantaram os gestos do presidente boliviano.

Numa inversão da lógica política, a oposição não apenas ignorou os apelos conciliatórios do presidente como decidiu radicalizar suas posições. Acuada pelo voto popular de mais de dois terços dos bolivianos pró-Evo, a direita boliviana – entrincheirada no mal chamado Conalde (Conselho Nacional Democrático), que reúne cinco Departamentos bolivianos e os chamados Comitês Cívicos – decidiu intensificar ações golpistas.

A radicalização da oposição

O método da oposição para a radicalização tem sido a conformação de bandos violentos, a partir do recrutamento de lúmpens e delinqüentes para conformar milícias paramilitares, como por exemplo a União “da Juventude” Cruzenha (a UJC de Santa Cruz). Armada de enormes porretes e circulando em caminhonetes, a UJC dedica-se a ocupar e destruir instalações públicas e postos de arrecadação tributária do governo central, bloquear estradas e postos de fronteira. Chega a atacar fisicamente pobres e camponeses com feições de indígenas das terras altas bolivianas.

Dentre os slogans que animam essas milícias, está: “Terminemos com os 'collas', raça maldita”. ''Collas'' são os indigenas e mestiços com origem no altiplano e que se espalharam por todo o país, dedicando-se em geral a tarefas agrícolas e ao trabalho de vendedor de rua.

A Embaixada dos EUA está envolvida diretamente na formação destes grupos, segundo denunciou Evo Morales. Patrocina político e materialmente essas milícias, através da Usaid (United States Agency for International Development).

“Tenho informações de algumas autoridades, especialmente do Departamento de Santa Cruz, de que há pessoas que trabalham para a embaixada americana e organizam esses grupos”, disse o presidente no último domingo. O embaixador estadunidense, Philip Goldberg – o mesmo que, como embaixador dos EUA na ex-Iugoslávia, operou a crise de Kosovo, há dez anos – circula intensamente pelos departamentos dominados pela oposição, distribuindo apoio político e financeiro.

Numa tentativa de desmoralizar o presidente e forçar uma repressão estatal, as milícias da direita passaram a impedir a própria mobilidade de Evo Morales pelo território boliviano. No último dia 27, em Riberalta (Beni), um desses grupos ocupou o aeroporto da cidade, forçando o presidente boliviano a cruzar o Rio Mamoré de barco até Guajará-Mirim, em Rondônia, para só então voltar a La Paz. Noutro episodio, em 5 de agosto no sul do país, em Tarija, as milícias tomaram o aeroporto e impediram o desembarque dos presidentes Cristina Kirchner (Argentina) e Hugo Chávez (Venezuela), para assinar acordos de cooperação.

A direita se empenha também em regionalizar a crise. Nos últimos dias, as ameaças são as de bloquear a venda de gás a Brasil e Argentina, através da ocupação de instalações da estatal boliviana YPFB.

Seria algo grave: 75% do gás importado pelo Brasil junto à Bolívia abastece a industria paulista. Também foram bloqueados postos de fronteira, como os de San Matias e San Vicente – na divisa de Santa Cruz com o Mato Grosso do Sul – e outro em Beni, perto de Guajará-Mirim, em Rondônia.

Aqui, chama a atenção o cínico silêncio dos grandes grupos de comunicação no Brasil, os mesmos que fizeram um escândalo quando da nacionalização do gás boliviano em 2006 – alguns articulistas mais exaltados pediram tropas brasileiras na Bolívia. Mas desta vez se calam, mesmo diante das ameaças de corte no fluxo de gás ao Brasil, num apoio tácito à oposição de direita na Bolívia.

Também chamam a atenção as provocações das milícias paramilitares às Forças Armadas. Na última sexta-feira (5), em Cobija (Pando), elas sequestraram um pequeno avião militar, aprisionando por algumas horas um general. Em Trinidad, capital de Beni, há a ameaça de invasão de um quartel do exército. No mesmo departamento a oposição “exige” a saída do comandante militar da região. Em Santa Cruz, forças paramilitares chegaram ao extremo de cercar por todo um dia o Quartel da Polícia. O objetivo dessas provocações parece claro: provocar uma reação que gere muitos cadáveres visando desestabilizar o governo Evo.

Um golpe civil em marcha

É urgente a solidariedade ativa das forças progressistas ao povo boliviano e ao governo Evo. Da mesma forma, os governos progressistas da América Latina precisam urgentemente dar novos e claros sinais de repúdio à regionalização do conflito e a qualquer tentativa de separatismo.

O conflito na Bolívia possui os sintomas de um radicalizado e agudo conflito de classes. Não se trata, ao contrário do que do que faz parecer a grande mídia, de um conflito regional. Dados empíricos do referendo de agosto deixam claro que, mesmo nos departamento governados pela oposição, é enorme o apoio ao presidente. Em Santa Cruz, por exemplo, a votação favorável a Evo beirou os 40% dos votos. As bandeiras e o discurso da oposição, para além de “perfumarias”, são abertamente anticomunistas e neoliberais, além de racistas.

Está na ordem do dia a solidariedade ao povo boliviano, ao governo Evo Morales, ao Movimento ao Socialismo (MAS), ao Partido Comunista Boliviano e às demais forças progressistas do país. A derrocada do governo Evo, grande objetivo da direita boliviana, representaria um duro revés na luta por fazer avançar a tendência democrática, progressista e antiimperialista que ascende na América Latina.


* Membro da Comissão de Relações Internacionais do PCdoB, foi observador internacional no referendo de 10 de agosto passado

Fonte: Vermelho

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Evo Morales Ironiza Mídia Golpista

Evo Morales pede à mídia que continue se referindo a ele como "terrorista e narcotraficante"


A contagem oficial dos votos deu 67% de SIM a Evo Morales. O presidente boliviano disse que a derrota foi da mídia, de acordo com a Agência Boliviana de Notícias:

Independencia, (Cochabamba), 17 ago (ABI) - O presidente Evo Morales Ayma assegurou hoje que os grandes perdedores do referendo revogatório do mandato popular do dia 10 de agosto foram os meios de comunicação vinculados a setores conservadores que tentaram desprestigiar o seu governo e lançar sombras sobre o referendo, expressão da democracia boliviana.


Morales considerou que esses meios não respeitaram o direito dos bolivianos à informação veraz mas formularam uma série de "acusações e infâmias" e celebrou que a resposta do povo nas urnas foi um apoio de dois terços dos eleitores ao processo de mudança.

[...]

No dia 21 de junho aconteceu um atentado à dinamite a um canal de TV do povoado de Yacuiba, às vésperas do referendo ilegal sobre o estatuto autonômico de Tarija.

Apesar da prisão de Georges Nava e de outros oito suspeitos ser apenas o início da investigação do Ministério Público, esses meios os apresentaram como "prova" da suposta participação do governo no ataque terrorista.

Além disso os mesmos órgãos de imprensa difundiram diariamente, com requintes de escândalo, o conteúdo de uma memória, supostamente apreendida com Nava, que uma comissão do partido Podemos [de oposição], encabeçada por Walter Guiteras, se encarregou de apresentar sob o rótulo de "provas" de um suposto "terrorismo de estado".

[...]

"Agora digo a estes meios de comunicação que continuem falando contra minha pessoa, do contrário, se falarem bem de mim, então me preocuparei por estar equivocado", disse Morales.

Nesse contexto e em tom de ironia "convidou" esses meio a seguir "falando mal" de sua pessoa e a continuar as acusações de que é "terrorista e narcotraficante".


Fonte: Vi o Mundo

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Direita Raivosa:Baderneiros Atacam Avião Venezuelano Com Pedras na Bolívia

Fonte: Portal Terra

Um avião de matrícula venezuelana que se encontrava na pista do aeroporto de Riberalta, no nordeste da Bolívia, foi atacado com pedras por uma revoltada multidão encabeçada por organizações civis de direita contrárias ao presidente de esquerda Evo Morales, mas conseguiu decolar, segundo as rádios locais.

O incidente ocorreu num momento em que Morales, firme aliado ideológico do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mantém um forte confronto com partidos e organizações civis de direita opostos a sua gestão.

Gritando frases como "Basta de ingerência!", a multidão, integrada em sua maioria por jovens, jogou pedras contra o avião venezuelano que havia aterrissado para reabastecer.

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