Crise Mundial:Ganância e Falsidade da Elite

A crise financeira mundial, deflagrada pelos EUA, é uma triste realidade. Os EUA fazem a cagada, agem com irresponsabilidade financeira, ganância, e o mundo todo sifu. O Brasil vai sentir pouco os efeitos da crise, menos que a Europa, Ásia, EUA, onde ela chegou como um tsunami.

Aqui, como diz o presidente Lula. Ela chega como uma marola. O Brasil se preparou para a crise: acumulou reservas, livrou-se do FMI, fortaleceu o mercado interno e, principalmente, buscou e encontrou outros mercados internacionais para comprar e vender, não ficou dependente dos EUA.

No governo Lula, de 2002 até 2008, a economia bombou, a geração de emprego foi recorde, a exportação foi recorde, a produção de grãos foi recorde, a produção industrial foi recorde, a produção e a venda de carros, ônibus, caminhões, foram recordes, bem como a produção e venda de maquinas agrícolas. As metas da inflação foram mantidas, o ganho real dos salários foi mantido, o poder de compra do trabalhador deu um salto recorde.

Agora, invocando uma crise mundial que não atingiu o Brasil como um tsunami – e tudo indica que o Brasil não será atingindo –, tem muita gente querendo tirar um maligno proveito da situação. São os espertos de sempre, aterrorizando os trabalhadores com o papo de flexibilização das leis trabalhistas para evitar demissões. Os malditos receberam dinheiro do governo para equilibrar as contas e evitar demissões, mas mesmo assim demitiram funcionários – caso da GM, que nos anos anteriores teve recorde de produção e vendas, teve um lucro fantástico.

Ontem ouvi o presidente da FIESP, Paulo Skaf, dizer que o governo precisa fazer mais para evitar o desemprego. Recitou a mesma ladainha de sempre, a mesma ladainha enjoada que gemia mesmo quando a economia do país estava bombando como nunca antes: taxa Selic mais baixa, redução da carga tributária, flexibilização das leis trabalhista. A propostas dos espertos é sempre a mesma: derrubar os direitos conquistados pelo trabalhador para que os lucros deles aumentem e a classe trabalhadora se enfraqueça; reduzir a carga tributária para enfraquecer o governo, para que o governo não tenha como investir nos programas sociais que beneficiam os mais pobres do país. Essa elite não quer nem ouvir falar em redistribuição de renda.

Depois de ter visto e ouvido tantas mentiras, tantas manobras e invencionices dessa elite para tentar derrubar o melhor presidente que o Brasil já teve, eu fico pensando se essas demissões não seriam propositais – demissões políticas, para evitar que o presidente Lula faça seu sucessor em 2010.

Depois que os EUA invadiram o Iraque, deflagrando uma guerra que já matou dezenas de milhares de pessoas com base em uma mentira, de que Saddam representava um perigo mundial, de que tinha armas de destruição em massa, e uma parcela do mundo acreditou, eu não duvido de mais nada. A ganância pelo poder dessa elite, que se acha raça superior, é capaz de extremos de crueldade inimagináveis.

A elite de SP, dirigida por Serra, o Paulinho da Força Sindical – mais cagado que pau de galinheiro –, a FIESP e FECOMERCIO, ligado ao Afiff Domingos do DEM, firmaram acordos e vão dar o golpe no trabalhador. Redução de jornada e de salários é o principal ponto de discussão. Patrões e empregados pretendem negociar também a suspensão do contrato de trabalho (permitida hoje por cinco meses), férias coletivas e banco de horas. Na quinta-feira da semana que vem, o texto do acordo será apresentado como sugestão para que empresas e sindicatos das bases firmem os entendimentos por categoria.Entendem agora por que a elite e os donos da mídia querem tanto eleger Serra presidente? Para acabar com o direitos trabalhistas e aumentar seus lucros, ora.

Gostei da atitude do ministro Carlos Lupi, vai sugerir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que os bancos oficiais passem a exigir a manutenção de empregos como uma das condições para a liberação de crédito às empresas. Ele criticou duramente setores que receberam benefícios fiscais, como as montadoras de veículos, e mesmo assim estão demitindo.

O governo está dando isenções vultosas de impostos e abrindo mão de investimentos para salvar algumas empresas, então não é justo que elas continuem demitindo - disse Lupi. Não é uma atitude inteligente do empresário, que obteve altos lucros nos últimos anos, não distribuiu esses lucros ao trabalhador, e agora penaliza o trabalhador - prosseguiu o ministro.

Depois de receber sugestões da União Geral dos Trabalhadores (UGT) para garantia do emprego nesses tempos de crise mundial, o ministro do Trabalho afirmou que a punição para alguns setores que receberam a ajuda oficial "é não dar mais crédito, porque não pode o governo colocar dinheiro do contribuinte para ajudar determinadas empresas, e elas continuarem com as demissões".

Por Jussara Seixas - Fonte: Desabafo País

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1 comentários

  • ildeu  
    16/1/09 12:19 AM

    Meu nome é Ildeu dos Santos Amaral, Sou Coordenador de RH e Estudante de MBA da FGV:

    Atualmente trabalho em uma rede de metarlurgicas, quem vem sentindo muito a questão da Crise Mundial.

    Portanto gostaria de saber quais os incentivos que o governo está concedendo as empresas? O Meu chão de fabrica está parado...

    A Crise chegou no brasil sim, e está visivel. As empresas estão demitindo em massa, reduzir a produtividade não é benefico a nenhuma organização.

    Neste momento tão triste, o Governo cria mais um encargo para as organizações "Incidencia de encargos sobre Aviso Prévio"...Decreto n° 6.727, de 12/01/2009. Você acha isto correto?

    Você acha justo passar esta tranquilidade de que não exite crise? Isso dificulta nossas negociações com nossos empregados, afim de não gerar dispensas.

    Finalizo meus questionamentos te fazendo um convite para ver de fato o que a crise tem ocasionado dentro do mundo coorporativo.

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