Macaco Velho, e ainda mais mineiro...

Por: Marcos Loures

Tucanos reavaliam a campanha

De Paulo Sotero em O Estado de S.Paulo, hoje:"O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, reúne-se hoje em Nova Yorkcom dois outros cardeais do PSDB, o presidente do partido, senadorTasso Jereissati (CE), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso,para avaliar os eventos e conversar sobre a campanha do pré-candidatotucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin."O momento é de definir estratégias", disse Aécio. "É claro - e digoisso com muita franqueza - que todos nós gostaríamos que o Alckmin estivesse com o dobro do que está nas pesquisas."Numa linguagem que traz no mínimo apreensão diante do mau desempenho do candidato tucano até agora, Aécio afirmou: "É hora de ter muita serenidade, para que possamos executar uma estratégia que possa nos levar à vitória."Segundo Aécio, "a candidatura Alckmin tem um grande potencial decrescimento". Ele conta que baseia seu otimismo, por exemplo, no fatode haver pesquisa mostrando que apenas 65% do eleitorado conhece o candidato, enquanto 99% sabe quem é o presidente Lula.E pesquisas qualitativas, prosseguiu, indicam que, quanto maior oíndice de conhecimento de Alckmin, maior a intenção de voto nele."Isso não ocorre em relação ao presidente Lula.

""Interessante a afirmativa de Aécio Neves sobre a candidatura Alckmin,baseando seu baixo índice nas pesquisas ao fato de que esse não émuito conhecido.Se basearmos essa análise pelo fato de ser ou não conhecido, teremos outra visão sobre esse assunto, o fato de, termos em Alckmin um candidato com aspectos únicos, associando total incompetênciaadministrativa com uma apatia natural, sem feeling, sem sal, acreditoque o fato de se tornar mais conhecido terá um resultado antagônico aoque proclama Aecinho.Vejamos bem os seguintes aspectos: em primeiro lugar, a maioria das pessoas de classe média conhece Alckmin, não administrativamente, oque está ocorrendo, para decepção de muitos, agora.Alckmin é um fenômeno paulista, tendo como principal artífice emantenedor Mario Covas, que era muito respeitado pela população doestado, e suas 4 eleições como vice ou como Governador se deve a isso.Realmente, Alckmin é o governante brasileiro com mais tempo nogoverno, mostrando a par disso, um total despreparo para encarar defrente os graves problemas que afligem o Brasil.Para quem, num estado rico como São Paulo não conseguiu e; pelocontrário, viu o agravamento dos graves problemas desse povo sofridomantendo, inclusive oito anos desse longo governo, em total harmoniacom o correligionário Fernando Henrique, essa exposição deverá sercatastrófica.Nos moldes de FHC, Alckmin fez privatizações, inclusive do BANESPA,entre outros, aumentou a dívida pública e arquivou toda e qualquerdenúncia de irregularidades com relação ao mandato seu e de seusaliados, gerando um clima insustentável de impunidade.Outra coisa que deve ser lembrada é que, a bem da verdade, Alckmin émuito conhecido entre os seus prováveis eleitores, pertencentes a umaclasse média e elitista que lê jornal e tem notícias diárias sobre oque ocorre no Brasil, como um todo.No seu provável eleitorado, que o está conhecendo mais a fundo agora,através das denúncias de associação indireta ao crime ou por omissãoou por acordos feitos como os de agora, inegáveis para o final dacrise de segurança paulista, com aspectos de imoralidade mesmo edemonstrando total inoperância.As denúncias feitas sobre as compras de votos através do sistemafinanceiro estadual, via Nossa Caixa, que são impedidas a todo custode serem investigadas a fundo é outra pedra no sapato do ex-governadortucano.Agora, no eleitorado de Lula, de quem vota em Lula, contra quemaparecer, o que representa trinta por cento de fiéis eleitores,Alckmin não tem a menor chance de conseguir nada.Com os ex-petistas arraigados no PSOL, a história se repete, essespregarão o voto nulo, mas não apóiam Alckmin, sob a pena de não maisse elegerem a nada.Garotinho, mesmo com todas as denúncias tem maior capacidade depenetração que Alckmin, pois sua candidatura tem a consistência de umlongo período de campanha política, feita através das últimas décadasem todos os meios de comunicação.E ainda pode ultrapassar novamente Alckmin nas pesquisas, apesar detudo, embora o PMDB não deva ter candidato próprio, se o tiver,Alckmin é o principal candidato ao terceiro lugar.Resta o que Aecinho proclama como potencial de crescimento, as camadasmais simples da população; e é nesse campo mais vasto que Lula cresceucom o seu mandato visando à diminuição das diferenças sociais.A simples indexação do nome de Alckmin ao PSDB, ou seja, ao partido deFernando Henrique leva pânico à maior parte da população carente dessepaís.Portanto, toda essa história alegada por Aécio, parece "história parainglês ver", já que nem o próprio Aécio irá, sob pena de perder areeleição, entrar "de cabeça" na campanha de Alckmin.Afinal, além de neto da raposa Tancredo Neves ele sabe, como bommineiro, que quem for macaco velho não coloca a mão nessa cumbuca não.Ela tá mais do que furada...

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2 comentários

  • marcos loures  
    18/5/06 4:58 PM

    Em entrevista, suposto líder do PCC nega acordo para encerrar ataques
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    Da Folha OnlineO "Jornal da Noite", exibido quarta-feira (17) pela TV Bandeirantes, mostrou uma entrevista do jornalista Roberto Cabrini supostamente feita com o líder do PCC, Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola. A Secretaria da Administração Penitenciária solicitou à emissora uma cópia da entrevista, que será periciada.Por telefone, Cabrini e o suposto líder do PCC falaram sobre os ataques realizados pela facção criminosa --Marcola teria atendido o jornalista em um telefone celular, dentro de um presídio de segurança máxima.No final da entrevista, ele negou ter feito acordo com autoridades para encerrar os ataques: "da minha parte não [houve acordos]", respondeu quando questionado sobre esta possibilidade. O entrevistado afirmou que a facção determinou a realização da megaoperação de violência porque "os direitos dos presos não foram cumpridos". "Eles [autoridades] removeram diversos presos, feriram a lei e não pudemos usufruir de nenhum direito. Por isso acabamos tomando esta atitude, para chamar a atenção", afirmou o entrevistado identificado como Marcola.Ele também falou sobre o não-cumprimento do banho de sol dos detentos e a impossibilidade de receber visitas dos advogados. Segundo o suposto detento, a decisão de iniciar os ataques teria sido feita na sexta-feira (12) por diversos membros da facção. "Foi uma decisão conjunta, em que cada um deu sua opinião." Em uma resposta vaga aos ataques no metrô e a ônibus, o entrevistado disse: "o que foi visto foi feito". Sobre os assassinatos, negou que tenha ordenado a morte de policiais e bombeiros. "Existem oportunistas, pessoas que acabam tomando atitudes não-permissíveis [sic] para a gente." "A culpa, o câncer, são eles, não a gente", afirmou.O suposto detento também afirmou que a facção criminosa "está preparada para muito mais". "Os ataques pararam, foram usados para resolver uma situação quando precisamos. Mas eles [autoridades] não estão querendo parar. Estão agindo de forma brutal, matando, declarando uma guerra e esquecendo que, assim, deixam a sociedade à mercê." Por telefone, continuou: "dentro de uma guerra em que as duas partes têm poderio de fogo, quem perde são as pessoas que nada têm a ver com ambas as partes". A Secretaria da Administração Penitenciária afirma que se pronunciará somente após perícia, que verificará a autenticidade da entrevista. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da TV Bandeirantes ainda não se pronunciou.




    O Governador em exercício do Estado de São Paulo, Marcos Willians Herba Camacho, também conhecido como Marcola, do PPCC, ou seja, Partido do Primeiro Comando da Capital, ao dar essa entrevista, reafirma que HOUVE SIM um acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ao afirmar que a facção criminosa "está preparada para muito mais". "Os ataques pararam, foram usados para resolver uma situação quando precisamos. Mas eles [autoridades] não estão querendo parar. Estão agindo de forma brutal, matando, declarando uma guerra e esquecendo que, assim, deixam a sociedade à mercê."
    Isto deixa subentendido que o que está ocorrendo agora, com os assassinatos em série cometidos pela Polícia Paulista, execuções sumárias, mesmo que não estejam sendo direcionados diretamente aos componentes do PCC, principalmente o Primeiro Escalão, devidamente protegido e escoltado por forças policiais, acompanhando pelos televisores de Plasma em suas celas extremamente “desconfortáveis” o desenrolar da execução de suas ordens, que parecem terem sido muito bem executadas.
    Aliás, tudo nos leva a crer que os fatos se desenrolaram da seguinte forma:
    Temos o início dos acontecimentos, previamente avisados aos comandantes do Estado Paulista, entre eles o ex-Governador de direito Geraldo “Picolé de chuchu” Alckmin cuja única reação foi ter ficado irritado NÃO COM O TEOR, MAS COM A NOTÍCIA!
    O seu sucessor Lembo, por não ter sido atingido no seu lombo, e sim no lombo alheio, NÃO ACEITOU NENHUM TIPO DE AJUDA FEDERAL, argumentando que a situação “estava sob controle”, mas não disse sob controle de quem, o que se viu é que quem comandava era o GOVERNADOR DE FATO, Marcola.
    Pois bem, mesmo com tanto alarde, iniciou-se a CHACINA CONTRA OS POLICIAIS, desprotegidos pela eterna omissão e incapacidade dos Governantes de direito, a situação chegou ao CAOS.
    Após isso, tivemos o acórdão entre os Governos de fato e de direito, o que REVOLTOU a Polícia enquanto entidade, gerando um desconforto e descontrole sobre as corporações.
    A reação desta foi a EXECUÇÃO SUMÁRIA de civis, sem nenhuma comprovação de estarem ou não associados ao crime, nem tampouco ao Partido do Marcola.
    Ao se obter a notícia de que a Juíza NÃO AUTORIZOU A TRANSFERÊNCIA DO GOVERNADOR MARCOS WILLIAMS, podemos imaginar que a onda de violência em São Paulo poderá ter seu reinício a qualquer momento, inclusive a apreensão de um automóvel com quatro bananas de dinamite sugere isso.
    A continuação das execuções em São Paulo, numa desenfreada violência, é o principal demonstrativo da insatisfação com as “autoridades” instituídas, o que não é de se espantar.
    Um novo Carandiru aparece nesse momento, porém em ações espalhadas e ao ar livre contra qualquer “suspeito” com ou sem motivos para tal suspeição.
    O caos em São Paulo tornou-se MAIS GRAVE do que no final de semana, pois agora temos um total DESGOVERNO, um verdadeiro INFERNO, uma situação tão explosiva quanto se possa imaginar.
    Paralelamente a isso, temos em total desespero, as principais lideranças do PSDB tentando atirar a esmo contra o Governo Federal, como se fora esse o principal culpado pelo que está ocorrendo lá.
    Ora bolas! É de total e absoluta insanidade tentar culpar o Presidente do Barcelona pela crise do Palmeiras, isso é “jogar para a torcida” anti-Lula, formada, em sua base, por uma classe média preconceituosa e desconexa, totalmente incapaz de discernir nada do que não seja satisfatório para o próprio umbigo.
    As declarações de Alckmin afirmando que, em vez de condenar o crime organizado, Lula atacou a polícia de seu Estado. “Policiais de São Paulo foram mortos pelas costas”. E o que faz o presidente? Lula preserva as quadrilhas criminosas e vem atacar a polícia paulista. Demonstram que, ou Alckmin é débil mental ou pensa que o povo é.
    Em momento algum Lula atacou a desprotegida polícia per si, mas sim CONDENOU A REAÇÃO aleatória e desesperada de se VINGAR a qualquer preço em Qualquer um e isso, REALMENTE É CONDENÁVEL, acredito que por todos, menos pelo ex-Governador de Direito de São Paulo.
    Já Tasso e Virgílio partiram contra Tarso Genro, voltando à velha tática de titica de, prejudicando mais uma vez o povo mais sofrido, que não tem TV de Plasma na sala, tentar bloquear o andamento da Casa onde exercem seus mandatos demandados pela vontade popular, de que TRABALHEM o melhor para o povo e não BLOQUEIEM quem trabalhe.

  • MARCOS LOURES  
    18/5/06 6:52 PM

    Naquela madrugada de segunda feira, o anestesista GERALDO acordou com uma terrível indisposição estomacal.
    Também quem mandar comer tanta buchada de bode?
    O estomago sensível daquele médico do interior paulista, acostumado a comidas mais suaves nos restaurantes mais renomados da paulicéia não iam se dar bem mesmo com aquelas comidas estranhas.
    Tudo bem que era por uma boa causa, ele queria crescer na empresa e isso era uma forma de se tornar mais conhecido, e a eleição para uma nova Direção estava se aproximando...
    Outro dia tivera que engolir, meio que obrigado, um acarajé; suara frio, mas agora a buchada de bode tinha dado “bode” e, o Doutor começara, desde que abandonara a profissão médica, para entrar na companhia, a perceber o preço que se paga para “crescer” dentro dessa empresa.
    Lembrara que, ao começar a carreira na empresa, na juventude, gostava muito do poder instituído à época, inclusive mandara uma carta de apoio ao Comandante Medindose, com sentido de prestigiar a forma com que esse comandava o Conglomerado, posto ao qual, Geraldo agora almejava.
    Lembrara-se de que, ao sair do interior, se associara ao prestigiado Dr. Almário Tumbas, tido como homem sério, mas com fatos tenebrosos na sua biografia; mas de melhor aceitação que Paulo Malfu, velha raposa conhecida pela preferir robalo como pièce de resistence, nos banquetes ofertados pela empresa.
    A associação com Dr. Tumbas dera resultado, e Dr. Geraldo conseguiu ser eleito vice-presidente da filial paulista, o que já era um feito enorme para o doutor tímido e meio atabalhoado.
    Desde essa época, o seu paladar foi se modificando, devido à convivência com o presidente nacional do conglomerado Dr. Ferrando, homem loquaz e sem muitos escrúpulos, por isso mesmo, extremamente bem aceito pela elite paulista, que adora qualquer falastrão mesmo que sem embasamento.
    A figura artificial de tal homem, assustava por um lado e atraia por outro o anestesista interiorano.
    Aprendera entre outras coisas a freqüentar as revistas elitistas como Faces, programas de cunho “informativo” como o do Amaury Netto, trazendo em si, cada vez mais forte, o sentimento de PODER.
    A picada da mosca azul se tornou mais forte quando, ancorado na administração de Tumbas e devido à morte deste, venceu a eleição para a maior filial do país, a de São Paulo.
    Havia, na mesma empresa, um homem chamado José Morros, um sujeito hermético, sisudo que, depois de ter sido convencido por si mesmo, e com o aplauso de uma claque da aluguel, tentou vender a imagem de competência, embora a maior parte dos clientes dessa empresa, não se deixou ludibriar.
    Pois bem, nesse ano, haveria eleição para a presidência, e o primeiro obstáculo já tinha sido vencido, vencera José Morros, e se achava fortalecido.
    Mal sabia ele que, sua vitória não tinha sido vista com bons olhos nem pelo Dr. Ferrando, nem pelo presidente da filial mineira Dr. Idécio Neves, conhecido baladeiro das noites cariocas.
    Pois bem, agora estava começando a sua campanha e já tinha que encarar essa maldita buchada de bode.
    A barriga doía e roncava, num ronco assustador que nem o seu acupunturista de fé, Dr. Mijarofora, poderia ajudar.
    Aliás, essa história tinha dado pano para manga, o fato de ter colocado anúncios da empresa num periódico do seu amigo Mijaro, tinha sido explorado pela turma daquele outro candidato, o Dr. Polvo.
    Também tinha tido um enrosco com Dona Juju, sua esposa, que; segundo consta, tinha tido uns bafafás por causa de umas peças de roupa que apareceram no closet da casa sem que Geraldo soubesse...
    Olhou para a mulher e, recriminando-a disse: “Até tu, Bruta?”.
    Mas foi só, essa aconselhada pelo seu guru, Mário Chupita, se aquietou e entregou algumas dezenas das algumas centenas com que fora presenteada.
    A porta do banheiro estava entreaberta, esperando o resultado, segundo dizem da administração de Geraldo à frente da filial paulista.
    Resultado doloroso esse...
    Geraldo olhou para o lado, viu Juju dormindo e, não se sabe bem porque sentiu uma saudade danada dos tempos de anestesista...
    Pelo menos àquela época não tinha que ouvir nenhuma reclamação, pelo menos enquanto o paciente estava anestesiado e nem tinha que comer buchada de bode e, muito menos Acarajé...

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