Da Mineirice e de Aécio Neves

Por: Marcos Loures

Todo blindado

De Renata Lo Prete na coluna Painel da Folha de S. Paulo, hoje:

"Em recente pesquisa qualitativa, um homem de classe C, subempregado em Recife, descrevia a melhora em sua vida sob o atual governo: um ou outro bem de consumo adquirido para a família. Quando o mediador lhe perguntou sobre os escândalos, ele respondeu: "Isso eu não quero nem falar". E sobre o envolvimento do presidente. "A gente não quer acreditar que o Lula traiu a gente. Se não, como é que a gente fica?".Quem assistiu acha que essa fala, além de ajudar a explicar os resultados de Datafolha e Sensus, ilustra bem a sinuca em que estão os tucanos: se insistirem em bater no presidente, poderão acabar confinados ao terço do eleitorado que nunca quis saber de Lula".

Noblat é um camarada extremamente tendencioso, muitas vezes agressivo e na maioria das vezes antipático e irritante. Porém muitas vezes coloca as coisas com inteligência e isso tem sido raro, principalmente nas oposições, mas vamos lá:O aspecto primordial do colocado nesse comentário da colunista Renata é que, o PSDB e o PFL, pelo que temos visto, caminham irmanados para o rumo indicado pela comentarista.O voto em Lula não é partidário, é VISCERAL. O que esse pessoal ainda não entendeu é o caráter essencial de um povo que é desconhecido para a maioria dos políticos e jornalistas brasileiros.Quem me conhece sabe que tenho uma vida inteira de contato com a população mais brasileira de todas, o CAIPIRA MINEIRO.Minas é o reflexo de todo o Brasil, apresentando todos os aspectos do Nordeste, do Sudeste e do Centro Oeste brasileiro.Principalmente no ato de fazer política que, para o mineiro, é tão vital quanto o comer, dormir, tomar banho; viver enfim.O mineiro por ser conservador é talvez o último a fazer da mudança seu lema; mesmo que tenha sido à base de grandes partes das mudanças ocorridas nesse país, ele é basicamente tradicionalista.As mudanças em Minas são devagar, de vagar e vagar muito antes de senti-las para, depois realizá-las, sendo necessária sua absorção por todos os órgãos do sentido para se tornarem reais, efetivas.Na história brasileira temos grandes políticos mineiros, além de grandes revolucionários.Isso, ainda hoje ocorre nas figuras de um "guerrilheiro" Jose Dirceu, na de um Itamar Franco entre outros.O próprio Aécio Neves, neto de uma das maiores raposas da política nacional, tem esse aspecto de mineirice impagável.Tucano sem asas ou bicos lapidados em São Paulo, berço dessa divisão do PMDB, causada por conflitos locais com Quércia, seu atrelamento ao PSDB é bem menor do que com o PMDB do avô.Suas origens políticas são as do observador que, macaco velho, não coloca nunca a mão em cumbuca vazia, muito menos furada.E o PSDB/PFL de hoje não são somente uma cumbuca furada não, correm o risco de, pelo veneno que embutem e pela carga pesada de um passado não muito confiável, ferir quem quer que coloque a mão lá dentro.É por essas e outras que Heloisa Helena, Bob Freire e o PDT não embarcaram nela não.Muito menos o mineiro Aécio, Aécio, mas não beócio, como poderiam imaginar alguns.O "namoro" de Aécio com Itamar demonstra tal posicionamento, muito mais tancredista do que se imagina. O PSDB pode ser usado por ele, nunca o usar.E isso se estampa a cada dia, em que Aécio se afasta, sorrateiramente de qualquer embate com relação a Lula para se refugiar na matreirice que possui e não nega suas origens nas alterosas.Tancredo conseguiu na sua vida política estar sempre numa situação eqüidistante entre as oligarquias e o povo; sendo, como bom observador que era, mais um vagão seguindo a locomotiva que era seu povo do que uma imbecil "locomotiva" a esmo, como parece a maior parte do tucanato paulista. E também ao contrário de Brizola que tinha luz intensa própria e mesmo sem ter esse poderio de liderança do velho engenheiro, Tancredo conquistou muito mais do que qualquer outro político nacional.Lula é hoje, não somente aceito como, principalmente amado pelos mineiros e, por conseguinte, pelo povo brasileiro, LULA E NÃO O PT, diga-se de passagem.É nesse vazio entre partido e político que aposta Aécio que, não se surpreendam, pode vir em 2010 pelo PMDB e não pelo PSDB paulista e, a continuar essa desvairada forma de agressões gratuitas e diárias, podem apostar que esse será o caminho de Aécio, bastando para tanto, que Newton Cardoso seja devidamente colocado à margem do PMDB.Tudo isso me leva a um pensamento bem definido: quem quiser ganhar as eleições no Brasil, necessita conhecer a alma do caipira mineiro e suas aspirações.Quando Minas não quis Lula, temendo-o, elegeu Collor e depois FHC, mas, ao perceber que essa opção tinha sido errada e que o bicho Lula não era "tão feio quanto parecia" o elegeu.Ao perceber que acertou, irá continuar com Lula até quando esse não o decepcionar.Como não pode haver uma terceira eleição, Aécio aposta no seu conhecimento de mineirice para poder dar o bote, cobra criada que é.No PMDB, quem viver verá!

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4 comentários

  • Nick!!  
    26/5/06 9:19 AM

    Guina, faz mais um favor? Ao invés de somente Nick, coloca Nicknoblog no rótulo do link para o meu blog. Grato, colega.

  • MARCOS LOURES  
    26/5/06 11:58 AM

    O treinador da equipe de tênis do Iraque e dois tenistas foram assassinados a tiros nesta quinta-feira em Bagdá, anunciou o Comitê Olímpico Iraquiano (COI).

    De acordo com testemunhas, os três homens foram assassinados porque usavam shorts.

    "Homens armados assassinaram o treinador Ahmed Rashid e dois tenistas, Nasser Ali Hatem e Wissam Adel Odah, na tarde desta quinta-feira no distrito de Saidiya (Bagdá)", disse Amer Jabar, secretário-geral do COI.

    Poucos dias antes do crime, um grupo militante sunita havia feito uma advertência e proibira o uso dos shorts.


    No dia 25 de fevereiro, o ex-campeão de boxe iraquiano Jasseb Rahma foi assassinado a tiros diante da família na cidade de Basra.
    da France Presse, em Bagdá




    É essa a realidade de um povo entregue ao descontrole absoluto, um povo em evidente situação de desgoverno, de indefinições, refém de vários grupos guerrilheiros, vindos de todos os lados, interna e externamente, colocado sob o signo do caos.
    Pode nos parecer estranho e, até insano , o motivo desses assassinatos, mas devemos analisar alguns fatos antes de pré-julgarmos.
    A violência iraquiana é fruto de vários “choques”: religiosos, culturais, econômicos, de governos e desgovernos tantos quanto forem os grupos existentes; isso sob o massacre diário de um exército estrangeiro sem nenhum vínculo com o seu povo.
    Essa dominação externa e interna dá a dimensão do quanto é grave e insana qualquer tentativa de se intervir no equilíbrio, mesmo que possa nos parecer cruel, de um povo.
    As ações desastradas do Império Americano sobre o povo iraquiano, primeiramente levando ao poder um sunita por medo dos xiitas, para depois derrubá-lo com o apoio dos xiitas, aos quais tenta inibir, de todas as formas, no vizinho Irã, demonstram onde o tresloucado presidente americano foi se meter.
    A cada ação do Exército americano, aumentam os rancores e os ódios fomentados por um desequilíbrio absoluto.
    Não se pode imaginar em um final para essa Guerra, a não ser a Guerra Civil sangrenta e catastrófica que virá após a inevitável retirada das tropas americanas do Iraque.
    Essa medida causará uma terrível carnificina que, ao contrário do que possamos pensar, reequilibrará as diversas forças iraquianas.
    Sua multicultura e seus traços extremistas são visíveis a todos, menos ao Governo Americano, cujo pensamento e é o mais representativo do povo norte-americano, torna Deus norte americano e seu povo, os Cavaleiros andantes contemporâneos.
    Seria bom se Cervantes fosse mais conhecido por lá ou, pelo menos mais lido e compreendido.
    “O que é bom para os Estados Unidos é bom para a humanidade”, essa afirmativa, além de bisonha é criminosa.
    O desrespeito aos povos tem efeito tão devastador quanto o desrespeito ao equilíbrio de qualquer ecossistema, sendo que as reações humanas são devastadoras e mais imediatas.
    As identidades entre os povos ocidentais e os radicais do Oriente são, por completo, desconhecidas pelos donos do poder e contraditórias.
    Um assassinato por causa de um short é tão estranho a nós, como o desrespeito com que tratamos a natureza espanta os nossos indígenas menos aculturados.
    Agora, se traçarmos um paralelo entre essa realidade e a nossa, não temos muito do que nos orgulharmos não.
    Recordo-me o assassinato, na cadeira elétrica de um dos maiores defensores da dignidade humana, nos EUA, mostrando pelas mãos do abjeto Governador da Califórnia, que o perdão é simplesmente figura de retórica para o “cristianismo” norte-americano.
    Outras vezes me vêm à lembrança as imagens dos prisioneiros iraquianos, humilhados de forma animalesca pelos mesmos “senhores” de Cristo.
    Os massacres dos indígenas na colonização do solo americano, além da imagem do terrorista enjaulado para exposição pública patrocinada pelo criminoso ex-presidente peruano.
    A imagem do assassino em série chileno, com a indecente ajuda do seu médico, saindo “doente” e andando para asco de quem ama a liberdade e a verdade.
    Outra coisa que me traz essa realidade iraquiana é o aplauso de parte de nós, brasileiros, aos assassinatos em série, as chacinas sem julgamento, ou a revelia cometidas nesse país.
    Seja no Carandiru,, nas ruas paulistas, em Vigário Geral, na Candelária, em Carajás, todos os dias, em nossa História.
    Até que ponto o assassinato causado em nome de Deus, de shorts tem e quais são as diferenças para esses nossos pecados?

  • MARCOS LOURES  
    27/5/06 8:52 PM

    DAS FINALIDADES E DOS MEIOS
    Quando vejo Heloisa Helena e o PSTU, tento entender as atitudes desses com relação ao Governo Lula.
    Pode parecer estranho, mas não consigo entender somente como se fosse uma forma rancorosa de alguém que fosse traído ou se sentisse traído.
    Há, além disso, um aspecto que me aprece mais importante que a mera traição ou a sensação desta.
    Há uma diferença fundamental a nível de filosofia e de métodos para o estabelecimento de uma finalidade em comum: O SOCIALISMO.
    Verdadeiramente, acredito na boa fé da maioria dos componentes do PSOL e do PSTU.
    Eu seria primário e, como não dizer, leviano se pensasse que a ação desses, somente pelo fato de ser diferente da nossa, significasse ausência ou vício de caráter.
    Os contrários devem conviver e, honestamente, acredito que temos objetivos bem claros e coincidentes: o bem comum e a igualdade social.
    Obviamente, dentre desses partidos, como em todos, há os aproveitadores de ocasião, os vendedores de ilusão e os mau carateres que se utilizam da política não como meio de melhoria social, mas, ao contrário, de veículo para servir a finalidades individuais.
    O fato de ter sido utilizado o capitalismo como forma de melhoria social, a partir da educação universalizada, do barateamento dos meios de produção do proletariado e proteção desse, com a diminuição dos juros da economia familiar; da melhoria do acesso universitário, como meio de transformação social, se utilizando do potencial individual para, no conjunto, permitir a ascensão coletiva, é o fator primordial do tipo de mudança que está ocorrendo.
    As finalidades se equiparam às sonhadas pelos socialistas e comunistas de primeira hora que partiam do pressuposto da destruição pura e simples da burguesia e da distribuição de riquezas sem observar características individuais, que acarretaram, em última instância, numa forma de “burguesia” do poder.
    Essa forma “romântica” dos primórdios gerou, em última análise, na burocratização do poder, na dominação política sem observação do contraditório, nos partidos únicos e monopolizadores, na desvalorização das individualidades o que gerou a incapacidade do coletivo.
    A queda do comunismo, no mundo, se deveu a esses principais motivos.
    Deve-se valorizar o conhecimento em prol da sociedade; obviamente, como a sustentação e apoio aos deficientes tanto físico quanto mentalmente.
    Um deficiente visual grave não pode ser um controlador de vôos. Assim como um deficiente mental não pode ser colocado no mesmo nível de um administrador capaz.
    Essas diferenças devem e Têm que ser respeitadas.
    Somente a possibilidade de evolução dentro da atividade profissional com suas benesses naturais, estimula o crescimento do indivíduo e isso, coletivamente, reflete na melhoria da sociedade como um todo.
    A pura e simples divisão de bens, a destruição da burguesia e das oligarquias, sem que isso seja acompanhado pelo desenvolvimento de um proletariado capaz de se auto determinar e competir de igual para igual com essa burguesia é, em si, catastrófica.
    Não adianta me dar um automóvel se eu não sei dirigir, sendo necessário o aprendizado para que eu possa aspirar àquele bem.
    Ao repararmos as ações do Governo Lula, vemos que a preocupação deste é O SOCIALISMO sendo produto da tentativa de equalizar as oportunidades e salvaguardar os miseráveis; capacitando o proletariado para sua ascensão tanto individual quanto coletivamente.
    Essa política que me parece a mais correta diverge dos princípios do PSOL e do PSTU; arcaicos na opção pelos meios com os quais querem o mesmo SOCIALISMO.
    O capital, por si só NÃO é MALÉFICO. Quando produtivo, se multiplica e gera, com os impostos recolhidos, maiores e melhores condições para a evolução da sociedade como um todo.
    O aumento de arrecadação de impostos é produto, também, de uma circulação maior do dinheiro.
    E somente a capacitação do maior número de pessoas, gerará a melhor distribuição de renda.
    Essa não é a ótica desses outros partidos.
    A moratória pura e simples pode levar e leva, na maioria das vezes, no esvaziamento daquele país, gerando desemprego, menor circulação de dinheiro e, por último, no aumento da desigualdade social.
    Exemplo extremo disto é o Camboja, país que teve seus índices sociais próximos ao da pré-história.
    Não é aumentar o bolo para dividir depois, muito pelo contrário; é aumentar o bolo para GERAR, através da aplicação dos impostos, em melhores condições para a evolução do proletariado.
    Essa percepção é a que, traduzindo em miúdos, é melhor ensinar a pescar do que simplesmente dar o peixe; sem esquecer de dar o peixe aos que morrem de fome para, depois, quando mais independentes, ensinar a pescar.
    A visão arcaica de que é preciso dividir sem preparar o povo para pescar gera, ao contrário, num aumento cruel da fome e da miséria, criando uma dependência “preguiçosa” entre poder e povo; paradoxalmente igual ao feudalismo e ao coronelismo que tanto a gente quanto o PSOL e o PSTU, combatemos.

  • MARCOS LOURES  
    28/5/06 8:13 AM

    O PT e as cidades pequenas.

    Nasci numa cidade de mais ou menos cem mil habitantes, na Zona da Mata mineira, Muriaé, onde passei meus primeiros quinze anos, acompanhando, sorrateiramente, o que estava acontecendo no caldeirão político brasileiro, graças ao fato de ter nascido em uma família italiana, vinda da Calábria, onde fora vítima das mesmas discriminações que o nosso nordestino sempre sofreu no Brasil.
    Pelo outro lado, filho de um professor vindo de uma pequena cidade próxima de Muriaé, filho de um mecânico e de família humilde que, nos dizeres das oligarquias muriaenses era “lambari de enxurrada”; precocemente levado à direção de um indesejável colégio estadual.
    Digo indesejado pelo fato de que a Educação era, em Muriaé, dominada pela Igreja, tanto no Colégio Santa Marcelina, ligado às Irmãs Marcelinas, quanto no Colégio São Paulo, ligado a Igreja Católica.
    Essas origens me permitiram ter uma visão mais crítica da realidade dos discriminados e, o ensinamento de que, somente pela Educação poderia reverter esse quadro.
    Ao mudar-me para o Rio, estudei durante um ano num colégio de classe média alta, na Tijuca, bairro típico da classe média carioca.
    Depois, fiz minha faculdade na UFRJ, em pleno caldeirão das tentativas de redemocratização.
    Após o termino da faculdade, fui para uma cidadezinha no interior de Minas próxima ao Espírito Santo, onde resido até hoje.
    Isso me dá a possibilidade de avaliar o Partido dos Trabalhadores, nas três realidades diversas.
    Na cidade de porte médio, na cidade grande e nos grotões desse país.
    Uma coisa que pude observar nesse período é que, mais difícil do que ser petista é ser aceito pelos grupos que monopolizam o partido nesses locais.
    O PT se porta como um partido exclusivista e cartorial tendo, em muitas das vezes, caráter personalista, sendo tão contraditório quanto qualquer outro partido.
    Tentei, em Espera Feliz, sem sucesso, me filiar ao PT local, numa forma de poder ajudar a tentar que o partido elegesse seu primeiro vereador na história da municipalidade; em vão.
    Todas as vezes que me aproximava do Partido, a promessa de “vamos mandar a ficha de filiação”, morria no vazio.
    O partido, na cidade está ligado ao sindicato dos trabalhadores rurais e, em alguns momentos, serviu de base de apoio de outros partidos, mas, ao contrário de Lula que venceu e vencerá com mais de setenta por cento dos votos, o PT nunca chegou a míseros dez por cento do eleitorado; nunca elegendo, portanto nenhum vereador nos seus quase trinta anos de história.
    Noutro município, Guaçui, apesar de ter dentro dos quadros, um dos maiores expoentes do sindicalismo capixaba; João Jose Sana o partido tampouco representa força política.
    Rita, minha esposa, ao presenciar e cobrar de João coser, atual prefeito de Vitória, porque este apoiava um candidato das oligarquias locais, percebeu que o mesmo foi ludibriado pelas lideranças locais, COMPROMETIDAS COM ESSA MESMA OLIGARQUIA, utilizando-se do partido como se fora um partideco de aluguel qualquer.
    Isso gerou a sua debandada para o PCdoB, que presidiu por alguns anos e, junto com ela, de vários companheiros.
    Nas últimas eleições, o PT lançou candidatura própria numa cidade próxima, tendo como principal articulador, político ligado ao GRUPO DE JOSE CARLOS GRATZ, inclusive denunciado e condenado.
    Esse é o PT das pequenas cidades. Um partido como qualquer outro, com o agravante de, quando não coopta, exclui e, excluindo ou cooptando, se torna dos grandes partidos nacionais, talvez o de menor expressão nesses grotões.
    Mudar essa realidade se torna urgente e necessária, vital mesmo, para que possa ter a expressão de um PMDB nas pequenas cidades.
    E isso se torna a pedra fundamental para o verdadeiro nascimento de um Partido mais representativo e mais abrangente.
    Suas origens se estabeleceram nas cidades de médio e grande porte e conquistar, definitivamente, as cidades pequenas, é condição essencial para a implantação universal do SOCIALISMO, em todas as suas instâncias.
    Enquanto isso não ocorrer, corremos o risco de tocarmos o coração, mas não conquistarmos a alma do brasileiro.
    Coisa que, com perfeição, Lula conseguiu.

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