Os Meios Não justificam os Fins

Por: Marcos Loures

BRASÍLIA - A Comissão de Ética Pública da Presidência da República entendeu que o ministro da Justiça não cometeu nenhuma infração ou foi aético ao levar à casa do ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci, no dia 23 de março, seu amigo e experiente advogado criminalista, Arnaldo Malheiros Filho, para discutir os tipos de crimes que teriam sido cometidos com a quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa.

Leonencio Nossa e Tânia Monteiro (estado de são Paulo)

Essa notícia demonstra que o bom senso prevaleceu. Até que ponto pode ser proibitivo uma pessoa, independente de quem quer que seja e em que situação esteja pedir a indicação de um amigo ou a outra de suas relações sobre a indicação de qualquer profissional para assisti-lo em uma situação que necessite.Seria muito difícil entender até que ponto não poderíamos, por qualquer motivo, perguntar a um médico sobre qual colega esse indicaria se estivéssemos necessitando; ou um odontólogo, ou um advogado.A insistência da oposição em tentar transformar esse fato corriqueiro em um cavalo de batalha demonstra, na verdade, a que ponto ou vai à tentativa a qualquer preço; mesmo o da lógica e da liberdade, não digo de um Ministro, mas de um homem comum, um cidadão, em fazê-lo, ou a visão torpe dessa do que seja DIREITO E CIDADANIA.Obviamente, os dois aspectos têm que ser analisados; sem nenhum preconceito e sem qualquer aspecto ideológico.Temos visto, muitas vezes, a assistência a esse nível dada por ADVERSÁRIOS, quer no campo político, econômico ou religioso.A tentativa a qualquer preço de coibir esse tipo de relacionamento entre pessoas, é tentar PROIBIR A CIDADANIA.O fato, vindo de quem veio, e da maneira que foi colocada não me causa espanto, pois muitos dos membros da oposição brasileira ascendem ao tempo da ditadura, onde os direitos do homem e do cidadão eram colocados em segundo plano.Recordo-me da tentativa absurda de "fritarem" a qualquer preço, o Ministro Márcio Thomaz Bastos, de forma absurda e ditatorial.A bem da verdade, isso demonstra o total desequilíbrio e irracionalidade a que chegou os vários grupos opositores brasileiros.O desespero e a vontade de atingir a qualquer preço, o Presidente da República de forma racional ou irracional, levam a figuras de retórica contra sensuais como essa.Mais uma vez, como em tantas outras, o bom senso prevaleceu.E tudo volta à normalidade na República, para o bem da democracia e da cidadania.Fica talvez a lição a ser aprendida; OS MEIOS NÃO JUSTIFICAM OS FINS, pois a impressão que resta é a do golpismo a qualquer preço, mesmo que das liberdades pessoais ou coletivas.

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1 comentários

  • marcos loures  
    24/5/06 4:46 PM

    Uma coisa muito importante que não podemos esquecer nesse momento em que a reeleição de Lula se aproxima, cada vez mais de se consolidar já no primeiro turno, através de sinais claros vindos das próprias hostes oposicionistas: a GOVERNABILIDADE.
    O maior problema enfrentado nesse primeiro quadriênio de Lula foi, realmente, esse.
    Numa análise perfeita feita por José Dirceu e que concordo plenamente, o grande erro foi não ter feito um acordo mais profundo de compromissos com o PMDB.
    O PMDB é, sem sombra de dúvidas, o maior partido do país e tende, nas próximas eleições, não só manter esse posto, com ampliar seu poderio.
    As várias facetas do PMDB podem parecer incongruentes, mas ninguém pode negar sua força e importância tanto hoje como sempre.
    É o maior partido das pequenas e médias cidades, onde o PT não consegue crescer, mercê de suas origens ligadas ao sindicalismo, às universidades e aos movimentos de base, primordialmente de origem nas maiores cidades.
    O PMDB tem um grande número de vereadores e prefeitos além de, provavelmente, surgir nessas eleições como o grande vencedor nas eleições para o Legislativo, portanto deve ser tratado como um legítimo representante da sociedade, tanto quanto o PT; sendo que, se um reflete os grandes núcleos urbanos, o outro é o mais fiel retrato das pequenas e médias cidades.
    Nesses quatro anos, aprendemos várias lições, desde a primordial de que uma andorinha não faz verão até a de que, precisamos ter um projeto único, de interesse da população para a melhoria de vida dos mais humildes, ideal comum entre ambos os partidos.
    Claro que temos os nossos aliados consangüíneos; PSB e PCdoB, irmanados desde sempre com nossa luta; porém não custa lembrarmos que o próprio PCdoB, num ato mais coerente se coligou com o PMDB nas eleições para os Governos Estaduais, tanto em 1982 quanto em 1986, sendo um fator preponderante para a eleição de vários comunistas que nos ajudaram a construir esse nosso projeto de SOCIALISMO.
    As associações com outros partidos devem ser estimuladas, mas não tanto a nível PROGRAMÁTICO COMO com os partidos supracitados; não podemos abrir mão disso, sob pena de termos que ceder para outras vertentes nem tanto afinadas conosco.
    O ceder para o meio termo mais lúcido e coerente, na maioria das vezes, é de primordial importância para que possamos concluir vários dos programas iniciados nesse primeiro mandato de Lula; além disso, não podemos nos esquecer o quanto foi doloroso termos que ver um presidente “aliado” tentando, de todas as formas e por motivos altamente escusos, tentar nos destruir a qualquer preço.
    Quanto à Vice-Presidência, creio ser José Alencar o nome mais coerente; não somente pelo fato de ser meu conterrâneo de Muriaé-MG, mas também por ser o ponto de equilíbrio entre o Governo e o Empresariado, além de poder dar maior liberdade de ação a Ciro Gomes, que creio ser um excelente nome, associando-se a alguém do PT, ou do próprio PMDB, com Ciro no PT ou no próprio PMDB, para a sucessão de Lula, já que a briga aí vai ser mais ferrenha, não tenham dúvidas.
    A hora é de somarmos com o que pode nos ajudar a crescer e não repetirmos os erros cometidos quando da opção por não dar ao PMDB o seu verdadeiro valor, como maior partido do país que é, e que não podemos esquecer.
    A possibilidade de termos uma oposição mais aguerrida é real, já que, se o nosso modelo SOCIALISTA continuar na vertente que se mostra a que se melhor para a diminuição das desigualdades sociais, deveremos ter “chumbo grosso”.
    É Lula agora e o SOCIALISMO SEMPRE, E PARA ISSO PRECISAMOS DE UMA AGENDA COMUM COM O PMDB, POIS, SE ESSE É O MAIOR PARTIDO DO PAÍS É TAMBÉM E COM JUSTIÇA, UM FIEL E IMPORTANTÍSSIMO REPRESENTANTE DESSE, TANTO QUANTO O PT.

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